<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd">
  <channel>
    <title>Centro Cultural UFG</title>
    <description>Centro Cultural UFG</description>
    <itunes:summary>Centro Cultural UFG</itunes:summary>
    <link>https://centrocultural.ufg.br/news</link>
    <image>
      <url>https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/MARCA_VETORIZADA_CCUFG-02.jpg?1697802000</url>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/</link>
    </image>
    <itunes:image href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/MARCA_VETORIZADA_CCUFG-02.jpg?1697802000"/>
    <item>
      <title>Festival Internacional de Música Instrumental reúne artistas nacionais e internacionais no CCUFG</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="123255" title="123255" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/_morrifazendoarte_NicolasKrassik18.jpg?1776878519" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Evento gratuito convida o público a uma imersão sensível na diversidade da música instrumental.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;Por: João Bastos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p data-start="449" data-end="799"&gt;Entre os dias 22 e 24 de abril, o Centro Cultural UFG abre suas portas para uma experiência dedicada à escuta, à diversidade e ao encontro entre culturas. O Festival Internacional de Música Instrumental - Plant Festival reúne artistas do Brasil e do exterior em uma programação gratuita, sempre a partir das 19h, no Teatro do CCUFG.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="801" data-end="1158"&gt;Mais do que uma sequência de apresentações, o festival propõe um percurso pela riqueza da música instrumental, transitando por gêneros como choro, samba, baião, maracatu e maxixe, em diálogo com o jazz. Ao explorar essas sonoridades, o evento evidencia a pluralidade da música brasileira e sua capacidade de se reinventar a partir de diferentes influências.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1160" data-end="1446"&gt;Um dos destaques da programação é o violinista Nicolas Krassik, que se apresenta na noite de abertura. Com uma trajetória profundamente conectada ao Brasil, o músico construiu sua identidade artística a partir do encontro com diferentes tradições musicais do país.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1160" data-end="1446"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/_morrifazendoarte_NicolasKrassik4.jpg" alt="Foto Nicolas Krassik performando " width="540" height="360" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="1160" data-end="1446"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto: Victor Paris&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1448" data-end="1956"&gt;Em entrevista ao CCUFG, Nicolas Krassik, afirma que o interesse pela música brasileira começou ainda na França, em encontros informais que despertaram sua curiosidade. “Conheci a música brasileira há mais de 30 anos e me apaixonei. Eram festas que aconteciam em Paris. Depois de um tempo, resolvi conhecer o Brasil de perto e me apaixonei em dobro”, conta. Segundo o artista, a decisão de permanecer no país foi impulsionada tanto pela música quanto pela experiência de vida: “No início, só vim para pesquisar e estudar, mas não consegui voltar para a França”.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1958" data-end="2239"&gt;Esse envolvimento se aprofundou rapidamente. Ao receber convites de nomes como Beth Carvalho e Marisa Monte, Krassik percebeu novas possibilidades para o seu instrumento. “Percebi que o violino podia entrar nesse universo, e isso se tornou meu objetivo e minha identidade”, afirma.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2241" data-end="2581"&gt;Entre as diversas influências que atravessam sua trajetória, o forró ocupa um lugar central. Presente desde os primeiros contatos com a música brasileira, o gênero ganhou ainda mais força ao longo de sua carreira. “Sempre misturei choro, samba, forró, MPB... Mas o forró ganhou destaque maior quando criei minha banda Cordestinos”, explica.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2583" data-end="2960"&gt;Na construção dessa sonoridade, o artista também dialoga com tradições populares brasileiras. Inspirado por mestres da rabeca, como Luiz Paixão, Krassik incorporou elementos como fraseado, articulação e balanço ao seu estilo. Ao mesmo tempo, destaca a influência da sanfona: “Acredito que fui muito influenciado pela sanfona brasileira, por mestres como Dominguinhos e Sivuca”.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2962" data-end="3283"&gt;Sua formação na música clássica e no jazz também se faz presente, mas de maneira orgânica. “Não penso nessa construção de forma consciente. É a minha bagagem. As coisas acontecem naturalmente, sempre com a ajuda dos músicos com quem eu toco”, afirma, destacando o papel do diálogo na construção de repertórios e arranjos.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="3285" data-end="3665"&gt;Ao longo de sua trajetória no Brasil, o violinista acumulou encontros marcantes com grandes nomes da música. “Ter conhecido João Bosco, Beth Carvalho e Gilberto Gil, e ter tocado com eles, foram pontos muito altos da minha vida musical”, relembra. Ele também destaca parcerias com músicos como Hamilton de Holanda, Yamandu Costa e Carlos Malta como fundamentais para sua formação.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="3667" data-end="4000"&gt;No palco, a relação com o público é parte essencial da experiência musical. “Sempre gostei dessa comunicação, ela é essencial para mim. Presto muita atenção nas reações, observo do palco. Sem essa troca, fica muito difícil”, afirma. Para o músico, o público brasileiro se destaca pelo envolvimento: “É muito comunicativo e caloroso”.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="4002" data-end="4229"&gt;Com passagens anteriores por Goiânia, Krassik demonstra expectativa positiva para o reencontro com o público local. “Já toquei no festival de jazz de Goiânia e foi maravilhoso. Tenho certeza de que não será diferente”, comenta.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="4231" data-end="4491"&gt;Ao refletir sobre a música instrumental, o artista destaca sua potência expressiva. “Acredito que ela dá ao público a oportunidade de fazer sua própria interpretação, sem a mediação de palavras. A música pode ir para várias direções, com muita liberdade”, diz.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="4493" data-end="4758"&gt;Para a apresentação no CCUFG, a proposta é justamente transitar entre escuta e movimento. “Quero que o público perceba que o forró pode estar nesse lugar de escuta atenta e valorização, mas também que sinta &lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;vontade&lt;/span&gt; de levantar e dançar — e que faça isso”, completa.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2590" data-end="2863"&gt;A programação tem início na quarta-feira (22/04), com Bruno Rejan Quarteto e Nicolas Krassik. Na quinta-feira (23/04), apresentam-se Matheus Guerra Quarteto e Trio Meyer Ferreira. O encerramento, na sexta-feira (24/04), fica por conta de Larissa Ramos e Amilton Godoy Trio.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2865" data-end="3061"&gt;O festival reafirma o compromisso do CCUFG com a difusão cultural e o incentivo ao intercâmbio artístico. O projeto conta com apoio do Programa Goyazes de Incentivo à Cultura, do Governo de Goiás.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2865" data-end="3061"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2865" data-end="3061"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2865" data-end="3061"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2865" data-end="3061"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/imagem_cortada_circular.png" alt="imagem para indicar autoria das reportagens do site" width="182" height="183" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="2865" data-end="3061"&gt;&lt;strong&gt;João Bastos é estudante de Relações Públicas na Universidade Federal de Goiás e estagiário de comunicação no Centro Cultural UFG. Atua com produção de conteúdo e cobertura de eventos culturais.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 22 Apr 2026 12:50:36 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/200340-festival-internacional-de-musica-instrumental-reune-artistas-nacionais-e-internacionais-no-ccufg</link>
      <guid>https://centrocultural.ufg.br/n/200340-festival-internacional-de-musica-instrumental-reune-artistas-nacionais-e-internacionais-no-ccufg</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Centro Cultural UFG receberá apresentações da mostra “Dança Negra Contemporânea”</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Card de lançamento Mostra Dança Negra Contemporânea" title="Card de lançamento Mostra Dança Negra Contemporânea" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/CARD_01_-_LANC%CC%A7AMENTO_.jpg?1775756888" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;O grupo de dança Nômades e a Associação Cultural Criativa reúnem 3 apresentações que compõem o fio condutor da Mostra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #808080;"&gt;&lt;em&gt;Por: João Bastos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;O Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (CCUFG) recebe, entre os dias 14 e 16 de abril, a Mostra de Dança Negra, que iniciou dia 07/04, realizada pelo coletivo Nômades Dança e pela Associação Cultural Criativa. O evento reúne atividades formativas e apresentações, promovendo o encontro entre artistas, estudantes e comunidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao longo da programação, serão realizadas oficinas voltadas à dança, com foco na troca de experiências, no compartilhamento de práticas corporais e no fortalecimento de referências ligadas às culturas negras e afro-diaspóricas. As atividades buscam ampliar o acesso à formação artística e incentivar a participação do público em processos criativos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os dias 14, 15 e 16 de abril, no CCUFG, serão apresentados 3 espetáculos de dança contemporânea, com até 1 hora de duração cada, compondo o fio condutor da Mostra. Os espetáculos abordam temas como identidade, memória e resistência, evidenciando a dança como forma de expressão e reflexão social. Ainda, cada companhia ou artista selecionado, oferecerá uma roda de conversa após cada apresentação e um workshop/oficina com a temática ou aspectos que envolvem a construção do espetáculo dentro de  uma perspectiva afrocentrada e de educação antirracista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Mostra de Dança Negra integra as ações do CCUFG voltadas à valorização da diversidade cultural e ao incentivo à produção artística. A iniciativa também contribui para o fortalecimento de coletivos e artistas independentes, ampliando o acesso à cultura em Goiânia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Programação:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;14 DE ABRIL DE 2026 - 20H&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Artistas Homenageadas - Maria Zita Ferreira e Cristiane Santos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Espetáculo - &lt;strong&gt;Trama&lt;/strong&gt; - 45min&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image"&gt;&lt;img style="width: 333px; height: 222px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SECULT_ESPETACULO_TRAMA_DO_NOMADES_GRUPO_DE-DANCA_POR_ANDRESA_MORENO.JPEG-1536x1024-1.jpg" alt="tramasss" width="1536" height="1024" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Nômades grupo de dança no espetáculo Tramas&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt;Nômades Grupo de Dança&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Classificação Indicativa 10 Anos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ingresso Solidário - Doe 1kg de Alimento&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;15 DE ABRIL DE 2026 - 20H&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Artistas Homenageados - Luciana Caetano e Wanderley Cavalcante&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Espetáculo &lt;strong&gt;Adobe&lt;/strong&gt; - 50min&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image"&gt;&lt;img style="width: 339px; height: 226px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/adobe-scaled.jpeg" alt="Luciana Caetano" width="1920" height="1280" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Luciana Caetano em Adobe&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt;Solo Grupo de Dança&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Classificação Indicativa Livre&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ingresso Solidário - Doe 1kg de Alimento&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;16 DE ABRIL DE 2026 - 20H&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;Artistas Homenageados: Renata Kabilaewatala, Ana Maria Veiga Alencastro (Sinhá) e William Bernardes&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;Espetáculo&lt;strong&gt; Por Cima do Mar eu Vim&lt;/strong&gt; - 50min&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image"&gt;&lt;img style="width: 330px; height: 220px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/Por-Cima-do-Mar-Eu-Vim_0110_LayzaVasconcelos_LVC_8515_2024-05-23-09-07-02.jpg" alt="Layza" width="1920" height="1281" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Por cima do mar eu vim. Foto: Layza Vasconcelos&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;Núcleo Coletivo 22&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Classificação Indicativa Livre&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ingresso Solidário - Doe 1kg de Alimento&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;FICHA TÉCNICA – DANÇA NEGRA CONTEMPORÂNEA – MOSTRA ARTÍSTICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Direção e Coordenação Geral: William Bernardes&lt;br /&gt;Produção Geral: Aline Isabel&lt;br /&gt;Curadoria: Dinekelle Lemes&lt;br /&gt;Design Gráfico: Douglas Jacinto&lt;br /&gt;Assessoria de Comunicação: Amanda Costa - Amora Comunicação&lt;br /&gt;Fotografia e Social Mídia: Gustavo Elias&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/imagem_cortada_circular.png" alt="imagem para indicar autoria das reportagens do site" width="161" height="162" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;João Bastos é estudante de Relações Públicas na Universidade Federal de Goiás e estagiário de comunicação no Centro Cultural UFG. Atua com produção de conteúdo e cobertura de eventos culturais.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 07 Apr 2026 15:20:15 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/199976-centro-cultural-ufg-recebera-apresentacoes-da-mostra-danca-negra-contemporanea</link>
      <guid>https://centrocultural.ufg.br/n/199976-centro-cultural-ufg-recebera-apresentacoes-da-mostra-danca-negra-contemporanea</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Agbês em Cortejo faz do 8 de março um território de som, luta e encontro no CCUFG</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="banbdanaa" title="banbdanaa" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/IMG_4639.JPG?1774443863" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Realizado no Dia Internacional das Mulheres, o evento Agbês em Cortejo, engajou o público com pautas sobre enfrentamento à violência de gênero e práticas de autocuidado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;Texto por: Lucas Lustosa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p data-start="115" data-end="531"&gt;No último dia 8 de março de 2026, o Centro Cultural UFG foi tomado por sons, movimentos e encontros durante a realização do evento &lt;em data-start="246" data-end="264"&gt;Agbês em Cortejo&lt;/em&gt;, conduzido pela maestrina, arte-educadora e percussionista Giovanna Paglia. A atividade integrou a programação do Dia Internacional das Mulheres e reuniu participantes em uma experiência coletiva marcada pela diversidade de presenças e pela construção compartilhada.&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image align-center"&gt;&lt;img style="width: 728px; height: 485px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/IMG_4119.JPG" alt="agbeeeA" width="1905" height="1270" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Giovanna Paglia em Toques de Agbê. Foto: João Lúcio Mariano&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p data-start="115" data-end="531"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="533" data-end="861"&gt;Realizado pelo Centro Cultural UFG (CCUFG), em parceria com o Coletivo Aruá e o Quilombo Cultural Orum Ayiê, o evento contou com patrocínio da Fundação de Apoio à Pesquisa (FUNAPE) e do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (Sint-IFESGO).&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="863" data-end="1315"&gt;A programação teve início às 17h com uma oficina aberta ao público, na qual Giovanna Paglia apresentou o agbê como instrumento central de uma vivência musical que atravessa diferentes tradições culturais. Reconhecido por sua presença marcante nas culturas afro-brasileiras, o agbê foi explorado a partir de suas dimensões técnicas, simbólicas e históricas, permitindo às/aos participantes uma imersão nos saberes que envolvem sua construção e execução.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1317" data-end="1836"&gt;Com trajetória consolidada na cena percussiva brasileira, Paglia compartilhou seu método de ensino desenvolvido ao longo de quase sete anos à frente da iniciativa Agbelas. A abordagem proposta articula práticas pedagógicas contemporâneas com a valorização de saberes tradicionais, promovendo um ambiente acessível, sensível e coletivo de aprendizagem. Durante a oficina, além da experimentação sonora, foram discutidos os contextos culturais do instrumento e seu papel na formação de vínculos e expressões comunitárias.&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image align-center"&gt;&lt;img style="width: 672px; height: 448px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/IMG_4639.JPG" alt="banbdanaa" width="1905" height="1270" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto: Lucas Lustosa&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p data-start="1317" data-end="1836"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1838" data-end="2120"&gt;O encontro reuniu mulheres de diferentes trajetórias, idades e contextos, além da participação de homens que se somaram à atividade, fortalecendo a dimensão plural e colaborativa da proposta. A diversidade do público contribuiu para um espaço de troca, escuta e construção conjunta.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2122" data-end="2534"&gt;Ao final da atividade formativa, o público foi convidado a integrar um cortejo que ocupou os espaços do Centro Cultural UFG, em diálogo com o corpo percussivo do bloco afro Tambores do Orum, ligado ao Quilombo Cultural Orum Ayiê. O cortejo se configurou como um momento de celebração e também de manifestação, trazendo à tona pautas relacionadas à violência de gênero, aos direitos das mulheres e ao autocuidado.&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image align-center"&gt;&lt;img style="width: 542px; height: 361px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/IMG_4568.JPG" alt="orummm" width="1905" height="1270" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Momento do Cortejo. Foto: Lucas Lustosa&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p data-start="2122" data-end="2534"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2536" data-end="2920"&gt;A ação reforçou o caráter coletivo e engajado da iniciativa, evidenciando a potência da arte como ferramenta de mobilização social e convivência. Ao reunir coletivos, instituições e diferentes sujeitos em torno da música e da experiência compartilhada, o evento contribuiu para o fortalecimento de redes culturais e para a ampliação do acesso a práticas artísticas no estado de Goiás.&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image align-center"&gt;&lt;img style="width: 584px; height: 389px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/IMG_4620_%281%29.JPG" alt="todoosagbe" width="1905" height="1270" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Desfecho do cortejo. Foto: João Lúcio Mariano&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p data-start="2536" data-end="2920"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2922" data-end="3238" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt;Ao promover o encontro entre diferentes agentes culturais e institucionais, o &lt;em data-start="3000" data-end="3018"&gt;Agbês em Cortejo&lt;/em&gt; reafirma o compromisso do Centro Cultural UFG e de suas parcerias com a democratização do acesso à cultura e o incentivo a práticas artísticas voltadas à construção de espaços mais diversos, inclusivos e participativos.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 25 Mar 2026 10:14:28 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/199621-agbes-em-cortejo-faz-do-8-de-marco-um-territorio-de-som-luta-e-encontro-no-ccufg</link>
      <guid>https://centrocultural.ufg.br/n/199621-agbes-em-cortejo-faz-do-8-de-marco-um-territorio-de-som-luta-e-encontro-no-ccufg</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Edital PROEC Nº 09/2026 - 3º Colecionart - Feira de Artes do CCUFG</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="8885558" title="8885558" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/3%C2%AA.png?1774383864" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Credenciamento gratuito seleciona até 30 expositores para feira de artes no Centro Cultural UFG, com inscrições abertas de 25 de março a 15 de abril de 2026.&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p data-start="0" data-end="205"&gt;A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFG (PROEC) torna público o edital PROEC nº 09/2026, referente à chamada pública de credenciamento para participação na 3ª Colecionart – Feira de Artes do CCUFG.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="207" data-end="677"&gt;A iniciativa tem como objetivo selecionar propostas de artistas, coletivos, estudantes de artes e demais interessados em expor e comercializar produtos artísticos no evento, que será realizado no dia 9 de maio de 2026, das 14h às 21h, no pátio do Centro Cultural UFG. A ação busca fortalecer a valorização da produção artística local, promover o intercâmbio entre saberes acadêmicos e populares e ampliar os espaços de circulação cultural dentro da universidade.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="679" data-end="856"&gt;Serão selecionados até 30 expositores, e não haverá cobrança de taxa de inscrição, sendo permitida a comercialização dos produtos sem participação financeira da organização.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="858" data-end="1023"&gt;As inscrições são gratuitas e deverão ser realizadas entre os dias 25 de março e 15 de abril de 2026 (até às 17h), exclusivamente por meio da &lt;a href="https://web.ufg.br/plateia-editais/#/edital/-edital-proec-n-092026---chamada-publica-de-credenciamento-para-o-evento-3-colecionart-feira-de-artes-do-ccufg"&gt;Plataforma Plateia&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1028" data-end="1054"&gt;Edital: &lt;a href="https://drive.google.com/file/d/1Cjj_LpiOCqhFx1Eb6sOJIJL70q0pJsBP/view"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1056" data-end="1344" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt;&lt;strong&gt;Inscrições:&lt;/strong&gt; 25/03 a 15/04 (17h)&lt;br data-start="1091" data-end="1094" /&gt;&lt;strong&gt;Homologação preliminar: &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/HOMOLOGA%C3%87%C3%83O_COLECIONART.pdf"&gt;Clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br data-start="1133" data-end="1136" /&gt;&lt;strong&gt;Recurso (homologação):&lt;/strong&gt; 20/04 (17h) &lt;a href="https://drive.google.com/file/d/1nyhxSqpf7f2EL6BQesYmh2YaUxt--9i4/view"&gt;Clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;br data-start="1174" data-end="1177" data-is-only-node="" /&gt;&lt;strong&gt;Homologação final:&lt;/strong&gt; 22/04 (17h)&lt;br data-start="1211" data-end="1214" /&gt;&lt;strong&gt;Avaliação:&lt;/strong&gt; 23/04 a 24/04&lt;br data-start="1242" data-end="1245" /&gt;&lt;strong&gt;Resultado preliminar:&lt;/strong&gt; 27/04 (17h)&lt;br data-start="1282" data-end="1285" /&gt;&lt;strong&gt;Recurso:&lt;/strong&gt; 29/04 (17h)&lt;br data-start="1309" data-end="1312" /&gt;&lt;strong&gt;Resultado final: &lt;/strong&gt;04/05 (10h)&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 24 Mar 2026 17:12:19 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/199599-edital-proec-n-09-2026-3-colecionart-feira-de-artes-do-ccufg</link>
      <guid>https://centrocultural.ufg.br/n/199599-edital-proec-n-09-2026-3-colecionart-feira-de-artes-do-ccufg</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Edital PROEC Nº 06/2026 - Galerias do CCUFG</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="galeria2" title="galeria2" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/galeria2.jpeg?1582742412" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;PROEC abre inscrições para a ocupação das Galerias do CCUFG para o segundo semestre de 2026&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/galeria22.jpeg" alt="galeria2." width="893" height="595" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura UFG torna público o edital PROEC n°06/2026, para seleção de propostas artísticas para ocupação das galerias do Centro Cultural UFG no segundo semestre de 2026.   &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A presente Chamada Pública, visando à divulgação da cultura e a democratização das produções artísticas ao nível local, regional, nacional e internacional, tem por objeto selecionar artistas e coletivos artísticos interessados em integrar o calendário de exposições de Artes Visuais das Galerias 1, 2 e Galeria de Vidro do CCUFG, previstas para acontecerem na segunda metade de 2026.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As inscrições das propostas serão gratuitas e ocorrerão no período de 24/03/2026 a 15/04/2026 até às 17h, por meio da plataforma&lt;a href="https://web.ufg.br/plateia-editais/#/edital/edital-proec-n-062026-edital-de-selecao-de-propostas-artisticas-para-ocupacao-dos-espacos-expositivos-do-centro-cultural-ufg---2026"&gt; Plateia&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Edital: &lt;a href="https://drive.google.com/file/d/14_xeM2rL28FoykESrj0LQpV3iNct4JyF/view"&gt;Clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inscrições: 25/03 a 15/04 (17h)&lt;br /&gt;Homologação preliminar: 23/04 &lt;br /&gt;Recurso (homologação): 24/04 (17h)&lt;br /&gt;Homologação final: 28/04 &lt;br /&gt;Avaliação: 29/04 a 04/05&lt;br /&gt;Resultado preliminar: 05/05 &lt;br /&gt;Recurso: 06/05 (17h)&lt;br /&gt;Resultado final: 14/05 (10h)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 23 Mar 2026 17:26:44 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/199550-edital-proec-n-06-2026-galerias-do-ccufg</link>
      <guid>https://centrocultural.ufg.br/n/199550-edital-proec-n-06-2026-galerias-do-ccufg</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Eu Vou Cuidar do Seu Jardim: pintura, memória e cultivo como gesto de continuidade</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Eu Vou Cuidar do Seu Jardim" title="Eu Vou Cuidar do Seu Jardim" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/Jardim_4.jpg?1770038462" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Na Galeria de Vidro do Centro Cultural UFG, &lt;span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"&gt;&lt;span class="whitespace-normal"&gt;Emilliano Freitas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; transforma arquivos familiares em pintura e propõe o cuidado como elo intergeracional&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #808080;"&gt;Texto por: Lucas Lustosa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;div class="text-base my-auto mx-auto [--thread-content-margin:--spacing(4)] @w-sm/main:[--thread-content-margin:--spacing(6)] @w-lg/main:[--thread-content-margin:--spacing(16)] px-(--thread-content-margin)"&gt;
&lt;div class="[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn" tabindex="-1"&gt;
&lt;div class="flex max-w-full flex-col grow"&gt;
&lt;div data-message-author-role="assistant" data-message-id="44c20943-ffdf-4775-9b01-3d37b49892db" dir="auto" data-message-model-slug="gpt-5-2" class="min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal [.text-message+&amp;amp;]:mt-1"&gt;
&lt;div class="flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden first:pt-[1px]"&gt;
&lt;div class="markdown prose dark:prose-invert w-full wrap-break-word light markdown-new-styling"&gt;
&lt;p data-start="0" data-end="424"&gt;Entre memória, cultivo e permanência, a exposição &lt;em data-start="50" data-end="79"&gt;Eu Vou Cuidar do Seu Jardim&lt;/em&gt; transforma a Galeria de Vidro do Centro Cultural UFG em um espaço de atravessamento entre o íntimo e o coletivo. Em cartaz até 27 de fevereiro de 2026, a mostra individual de &lt;span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"&gt;&lt;span class="whitespace-normal"&gt;Emilliano Freitas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; reúne 19 pinturas realizadas com esmalte de unha sobre papel, desdobrando a série &lt;em data-start="375" data-end="421"&gt;Cultivar jardins como quem mantém a mãe viva&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="426" data-end="823"&gt;Com curadoria de &lt;span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"&gt;&lt;span class="whitespace-normal"&gt;Mariane Beline&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, a exposição parte de filmagens em VHS realizadas em 1998 pela mãe do artista, que registrava seu jardim de roseiras no quintal de casa. A partir desse arquivo doméstico, Emilliano constrói uma poética que investiga as camadas do tempo, a dimensão ética do cuidado e as formas de subjetivação produzidas no interior das relações familiares.&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image align-center"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/WhatsApp_Image_2026-02-23_at_16.12.29_%281%29.jpeg" alt="emilliano" width="466" height="478" /&gt;
&lt;figcaption&gt;Artista Visual Emilliano Freitas&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p data-start="426" data-end="823"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="825" data-end="1239"&gt;Ao ressignificar o esmalte de unha — material associado ao universo doméstico e ao trabalho invisibilizado das mulheres de sua família — o artista tensiona questões de gênero, memória e ancestralidade, articulando arquivo e pintura como gestos de continuidade. Entre ruídos, brilhos e sobreposições, suas obras evocam não apenas imagens de um jardim, mas a experiência de sustentar vínculos e reativar presenças.&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image align-center"&gt;&lt;img style="width: 475px; height: 471px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/WhatsApp_Image_2026-02-23_at_16.12.29.jpeg" alt="esmalte" width="1170" height="1159" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p data-start="825" data-end="1239"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1241" data-end="1338" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt;É nesse território entre afeto e política, passado e presente, que se insere a conversa a seguir.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="z-0 flex min-h-[46px] justify-start"&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como surgiu a ideia da exposição Eu Vou Cuidar do Seu Jardim e em que momento você percebeu que essa pesquisa deveria se desdobrar em uma mostra individual?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ideia da exposição &lt;em&gt;Eu Vou Cuidar do Seu Jardim&lt;/em&gt; surgiu a partir de um vídeo em VHS gravado pela minha mãe na década de 1990. Na época, ela tinha aproximadamente a idade que tenho hoje. Esse pequeno registro, em que ela filma suas roseiras no quintal de casa, me fez pensar sobre a sobreposição de tempos entre o passado e o presente, e sobre as formas de cuidado que atravessam gerações. Ali estavam o cuidado comigo e com meu irmão, com a casa, com meus avós, mas também um gesto direcionado a si mesma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao revisitar esse material, comecei a perceber que, por meio daquele vídeo doméstico, uma mulher do interior de Minas Gerais cultivava não apenas plantas, mas também sua própria subjetividade. As primeiras pinturas realizadas a partir desse arquivo surgiram em 2024, como um modo de elaborar essas camadas de memória, afeto e trabalho cotidiano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A decisão de transformar essa pesquisa em uma mostra individual veio no momento em que percebi que as pinturas, quando reunidas, estabeleciam entre si um campo de relações que ampliava o sentido de cada obra isoladamente. A exposição se tornou, então, uma forma de compreender como esses trabalhos dialogam, tensionam e aprofundam a investigação sobre tempo, cuidado e cultivo.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O título carrega um gesto de promessa e continuidade. O que significa, para você, “cuidar” desse jardim no contexto da exposição?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O título vem da canção “Eu Vou Cuidar de Você”, gravada pelos Titãs no álbum Acústico MTV Titãs, de 1997. Meu irmão tinha esse CD em casa e nós ouvíamos essa música com frequência. Há algo que me atravessa quando penso que, em 1998, enquanto minha mãe filmava suas roseiras em VHS, essa canção também fazia parte do nosso cotidiano. São camadas de memória que se sobrepõem: o som, a imagem, o quintal, a infância. Anos depois, entre 2005 e 2007, reencontrei a frase “eu vou cuidar do seu jardim” projetada no cenário do espetáculo “Por Elise”, do Grupo Espanca!. A frase voltou como imagem deslocada da canção, mas ainda carregando uma dimensão de afeto e responsabilidade. Esse cuidar do jardim, no contexto da exposição, trata-se de um gesto ético, de manter algo vivo, mesmo quando ele já pertence ao passado. É revisitar o arquivo da minha mãe sem transformá-lo em relíquia, mas ativá-lo como matéria presente. É reconhecer no gesto dela uma forma de trabalho invisível, cotidiano, e dar continuidade a ele por meio da pintura, assumindo a a responsabilidade por essas imagens e por essa memória. Não como quem preserva algo intacto, mas como quem cultiva, aceita as transformações, lida com as perdas e entende que todo jardim exige presença, repetição e escuta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse cuidar também se desdobra como um gesto poético de alteridade. Ao olhar para minha mãe cuidando das plantas enquanto cuidava dos filhos, percebo que o jardim era também uma extensão desse cuidado. Pensar esse gesto hoje é perguntar como continuamos a cuidar uns dos outros, em que condições e com quais ferramentas simbólicas. Cuidar é sustentar vínculos, é dedicar tempo ao que não produz resultados imediatos, é reconhecer a fragilidade como parte da experiência. O cuidado, então, deixa de ser apenas memória e passa a ser posicionamento.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A série parte de filmagens em VHS realizadas por sua mãe em 1998. Como foi o processo de reencontro com esse arquivo e sua transposição para a pintura?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O reencontro com esse arquivo foi uma surpresa. Eu me lembrava das outras imagens registradas na fita, sobretudo as que documentavam celebrações coletivas, cenas que ocuparam um lugar mais evidente na memória. As imagens do jardim, no entanto, eu não recordava, talvez porque fossem espaço íntimo, diferente da dimensão pública das festas. Ao assistir novamente à fita, percebi que aquelas flores tinham permanecido à margem da minha lembrança, como se também ocupassem um lugar lateral na narrativa familiar. Esse deslocamento me interessou. Havia ali um tempo outro, mais lento, menos performático, que contrastava com a lógica da celebração. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A transposição para a pintura exigiu um processo extenso de pesquisa.Foi necessário compreender o próprio estado material do vídeo, já que a fitaa VHS já carregava uma pátina do tempo, com ruídos, variações de cor e pequenas falhas provocadas pelo desgaste. A digitalização para DVD não eliminou essas marcas; ao contrário, evidenciou certas camadas de deterioração. Passei a observar como essas interferências afetavam a imagem, como alteravam a paleta e produziam zonas de indefinição.  A partir daí, o desafio foi pensar como essas características poderiam se tornar linguagem pictórica. Não se tratava de corrigir a imagem, mas de entender suas distorções como parte da composição. &lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A mostra reúne 19 obras realizadas com esmalte de unha sobre papel. Como se organiza seu processo de criação — da seleção das imagens até a construção das camadas de tinta?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes de selecionar uma imagem, ou um conjunto de imagens, eu revejo o vídeo diversas vezes e vou capturando os frames que me interessam. A partir do frame escolhido, começo a definir a paleta, os enquadramentos, os cortes e as aproximações. Esse estudo é fundamental para reforçar o diálogo entre o suporte analógico do VHS, a memória e a pintura. Também é nessa etapa que se decide a dimensão da obra, pois o enquadramento e a escala influenciam diretamente na presença física da imagem no papel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois disso, faço a transferência da imagem para o papel e inicio o estudo das cores. Trabalho sempre das tonalidades mais claras, como brancos e cinzas, até chegar aos verdes mais escuros. Cada cor costuma receber entre cinco e seis camadas de esmalte, e o acúmulo cria profundidade, densidade e pequenas variações de brilho, que dialogam com a instabilidade cromática do vídeo. O esmalte de unha, por suas características próprias, impõe um ritmo próprio ao trabalho, como o tempo de secagem, a sobreposição de camadas, um  processo lento e repetitivo, que também se aproxima da ideia de cultivo que atravessa a exposição. Não me interessa reproduzir fielmente o vídeo. O que busco é traduzir suas atmosferas, seus silêncios e suas falhas em matéria pictórica, permitindo que a pintura carregue tanto a imagem original quanto as marcas do tempo e do gesto presente.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O uso do esmalte de unha ativa dimensões domésticas, afetivas e também políticas. De que forma essa escolha material tensiona questões de gênero, memória e ancestralidade?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O uso do esmalte de unha atravessa minha história pessoal. Minha mãe é manicure e eu cresci convivendo com esse material, com o cheiro, as cores organizadas em caixas, os gestos repetidos do fazer. Ao mesmo tempo, era um universo que, de certo modo, me era interditado. O esmalte estava associado ao feminino, às mulheres da casa, e não a mim. Ao escolher esse material para pintar, aciono essa memória e a reinscrevo no presente. Há também um deslocamento simbólico nesse gesto. Sendo homem, utilizar o esmalte como meio pictórico é uma forma de tensionar as fronteiras de gênero que marcaram minha formação. Resgatar esse material é reconhecer o trabalho da minha mãe, historicamente situado no campo do cuidado e muitas vezes invisibilizado, e trazê-lo para o espaço expositivo como linguagem. O que antes era visto como restrito a um universo feminino se transforma em ferramenta de construção de imagem, memória e continuidade.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A exposição acontece na Galeria de Vidro do CCUFG, um espaço marcado pela transparência e pela relação com a cidade. Como você pensou a montagem em diálogo com essa arquitetura?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora a Galeria de Vidro do Centro Cultural UFG seja caracterizada pela transparência, não vejo essa condição como uma abertura direta para a cidade. O espaço é relativamente fechado em si. O vidro estabelece sobretudo uma relação com a galeria do térreo, ainda que de maneira discreta. Pensamos a montagem a partir do percurso: o visitante sobe a escada e se depara com um ambiente que muitos ainda não conhecem. Nesse sentido, o vidro funciona quase como uma vitrine, antecipando a experiência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, trata-se de um espaço com muitas interferências arquitetônicas, como tomadas aparentes, ar-condicionado, excesso de luminárias no teto e um pé-direito baixo. O diálogo com a arquitetura partiu do desejo de diminuir esses ruídos visuais. A decisão de pintar apenas uma parede de rosa criou um ponto de profundidade e reorganizou a percepção do ambiente. As pinturas, com fundo branco e molduras brancas sobre paredes também brancas, parecem flutuar. Essa estratégia buscou suavizar as interferências, produzir uma atmosfera mais contínua e permitir que o trabalho respirasse dentro das limitações do espaço.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como foi o processo de interlocução com a curadora Mariane Beline na definição do recorte, da expografia e da narrativa da mostra?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O processo de interlocução com Mariane Beline foi decisivo para amadurecer o recorte e a forma da exposição. Desde o início, conversamos sobre como organizar as pinturas de modo que o conjunto produzisse um campo de relações, evitando uma leitura literal do arquivo. A definição do recorte e da expografia surgiu desse diálogo, pensando ritmo, respiros, aproximações e a experiência do visitante no espaço.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O texto que Mariane escreve para a mostra é uma leitura sensível da pesquisa. Ele não explica as obras, mas cria uma camada de reflexão que amplia suas questões, especialmente em torno de memória, cuidado e tempo. Essa troca foi importante para transformar uma investigação íntima em uma narrativa expositiva consistente, sem perder a delicadeza que sustenta o trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que você espera que o público experimente ao percorrer a exposição — especialmente diante das relações entre memória familiar, cuidado e construção das subjetividades no presente?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;Espero que o público possa desacelerar ao percorrer a exposição, permitindo-se estar diante das imagens sem a expectativa de uma narrativa fechada. Que as pinturas ativem memórias próprias, mesmo que não sejam as minhas, e que o gesto de cuidado que atravessa o trabalho seja percebido como algo compartilhável. Ao lidar com a memória familiar, não busco uma história particular, mas uma experiência comum: a de ter sido cuidado e de, em algum momento, precisar transformar esse cuidado em gesto presente&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;--&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="0" data-end="371"&gt;A exposição &lt;em&gt;Eu Vou Cuidar do Seu Jardim&lt;/em&gt; pode ser visitada na Galeria de Vidro do Centro Cultural UFG até o dia 27 de fevereiro de 2026, com entrada gratuita. Após a conversa com Emilliano Freitas, o público é convidado a experimentar presencialmente as 19 pinturas que articulam arquivo, memória e cuidado como gesto ético e poético de continuidade.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="373" data-end="662" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt;Em sua última semana em cartaz, a mostra se apresenta como oportunidade de desacelerar e percorrer, com atenção, uma pesquisa que transforma imagens familiares em campo de reflexão coletiva. A visita é gratuita — um convite aberto para cultivar, também, nossos próprios jardins de memória.&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 23 Feb 2026 16:15:19 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/198694-eu-vou-cuidar-do-seu-jardim-pintura-memoria-e-cultivo-como-gesto-de-continuidade</link>
      <guid>https://centrocultural.ufg.br/n/198694-eu-vou-cuidar-do-seu-jardim-pintura-memoria-e-cultivo-como-gesto-de-continuidade</guid>
    </item>
    <item>
      <title>EDITAL PROEC Nº 01/2026 </title>
      <description>&lt;img width="200" alt="edital sala dança" title="edital sala dança" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/Inscri%C3%A7%C3%B5es_Abertas_%281%29.png?1769799422" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O Centro Cultural UFG, por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Goiás (PROEC/UFG), anuncia o Edital PROEC 01/2026 - Ocupação da sala de dança do CCUFG no primeiro semestre de 2026.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Serão aprovadas até 10 propostas. As atividades deverão ocorrer de 18 agosto a 28 novembro de 2025, nos turnos matutino (8h às 12h) ou vespertino (14h às 17h), de segunda a sexta-feira.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Inscrições: &lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela plataforma &lt;a href="https://web.ufg.br/plateia-editais/#/edital/edital-proec-n-012026-para-ocupacao-de-pautas-da-sala-de-danca-do-centro-cultural-ufg"&gt;&lt;em&gt;Plateia Editais&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Edital completo: &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SEI_5939348_Edital_48.pdf"&gt;aqui.&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Homologação preliminar das inscrições: &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SEI_5991719_Homologacao_das_Inscricoes.pdf"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Homologação final das inscrições: &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SEI_5991860_Homologacao_das_Inscricoes.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resultado preliminar: &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SEI_6007980_Resultado.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resultado final: &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SEI_6019239_Resultado.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Centro Cultural UFG / PROEC&lt;br /&gt;Universidade Federal de Goiás&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 30 Jan 2026 16:01:05 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/198176-edital-proec-n-01-2026</link>
      <guid>https://centrocultural.ufg.br/n/198176-edital-proec-n-01-2026</guid>
    </item>
    <item>
      <title>CCUFG 15 anos: memória, criação e futuro em movimento</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="projeto ccufg" title="projeto ccufg" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/images_%285%29.jpg?1764607735" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Um tributo à trajetória do Centro Cultural da UFG, que transformou um galpão em referência artística, acadêmica e afetiva para Goiânia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por: Mateus dos Santos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/966063_587003531333860_237024141_o.jpg" alt="ccufg" width="441" height="292" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: justify;" data-start="421" data-end="1037"&gt;Há quinze anos, no coração da Praça Universitária, a Universidade Federal de Goiás inaugurava um novo capítulo de sua história cultural. Em 9 de dezembro de 2010, um antigo galpão de ensaios — com piso gasto, cheiro de óleo, paredes de oficina — abriu espaço para que surgisse ali o Centro Cultural UFG (CCUFG), um dos mais importantes equipamentos culturais públicos do Estado. Seu nascimento não foi apenas arquitetônico: foi simbólico. Representou o desejo da UFG de democratizar o acesso à arte, integrar universidade e sociedade e criar um lugar onde memória, criação e encontro pudessem conviver todos os dias.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="421" data-end="1037"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="421" data-end="1037"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/images_%284%29.jpg" alt="galpão" width="319" height="239" /&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Antigo Galpão de artes da UFG&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="421" data-end="1037"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1039" data-end="1705"&gt;O CCUFG é um órgão suplementar da Universidade Federal de Goiás, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC). Desde sua origem, sua missão institucional tem sido reunir, documentar, conservar, expor e apresentar atividades artísticas e culturais, estabelecendo conexões entre produtores culturais, pesquisadores, estudantes e o público em geral. A inauguração integrou as comemorações dos 50 anos da UFG e apresentou ao público a exposição &lt;em data-start="1490" data-end="1523"&gt;Arte Contemporânea – Acervo UFG&lt;/em&gt;, com curadoria de um dos idealizadores e primeiro diretor do Centro Cultural, o artista Carlos Sena Passos. A partir dali, um novo cenário se abria para a arte contemporânea goiana.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1707" data-end="2197"&gt;A revitalização do antigo galpão, projetada pelo arquiteto Fernando Simon, transformou a simplicidade industrial em um espaço moderno, funcional e cheio de personalidade. As galerias brancas, o teatro modular de estética black box, o pátio multiuso, a sala de ação educativa e a reserva técnica que abriga parte do acervo tornam o CCUFG um espaço vivo, capaz de ser reinventado a cada projeto, a cada artista, a cada ocupação. Ali, a arquitetura não apenas acolhe a arte: ela a provoca.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="2199" data-end="2664"&gt;Mas são as pessoas quem realmente fazem o Centro Cultural respirar. Iluminadores, sonotécnicos, cenotécnicos, museólogos, produtores, mediadores, coordenadores e toda a equipe técnica e administrativa formam o motor invisível que sustenta cada exposição, cada espetáculo, cada encontro com o público. Conhecem cada ruído da galeria, cada silêncio do teatro, cada detalhe que faz da experiência artística algo transformador. O CCUFG é concreto, mas é também cuidado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="2666" data-end="3209"&gt;Ao longo de seus quinze anos, o espaço construiu uma trajetória marcada pela diversidade de expressões: exposições de artes visuais, temporadas de teatro e dança, concertos, festivais, oficinas, encontros de pesquisa, lançamentos literários, recebendo desde artistas consagrados até jovens em formação. As ações educativas ampliaram ainda mais esse alcance, aproximando crianças, jovens e adultos das práticas artísticas e do acervo. No CCUFG, perguntas importam tanto quanto respostas, e olhar para uma obra sempre abre outra fresta possível.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="2666" data-end="3209"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="2666" data-end="3209"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/Centro_Cultural_-_001.jpg" alt="ccufg" width="777" height="271" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="2666" data-end="3209"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="2666" data-end="3209"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;PROGRAMAÇÃO DE ANIVERSÁRIO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="3211" data-end="3396"&gt;Para celebrar essa história, o Centro Cultural UFG preparou uma programação especial que traduz sua própria identidade: plural, aberta, inventiva e profundamente conectada com a cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="3398" data-end="3920"&gt;As comemorações começam no dia &lt;strong data-start="3429" data-end="3454"&gt;6 de dezembro, às 20h&lt;/strong&gt;, com o concerto &lt;strong data-start="3471" data-end="3498"&gt;Allegro – Cristian Budu&lt;/strong&gt;, que inaugura oficialmente o ciclo de eventos dos 15 anos. No texto produzido para o espetáculo, lembramos que &lt;em data-start="3610" data-end="3823"&gt;“o programa homenageia o repertório brasileiro e cria um diálogo com peças do repertório tradicional europeu – de Chopin, Debussy e Schumann – que conversam com Camargo Guarnieri, Villa-Lobos e Brasílio Itiberê”&lt;/em&gt;. Uma síntese perfeita do que o CCUFG representa: uma ponte entre tradições, linguagens e mundos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="3922" data-end="4451"&gt;No dia &lt;strong data-start="3929" data-end="3946"&gt;8 de dezembro&lt;/strong&gt;, a partir das &lt;strong data-start="3961" data-end="3968"&gt;18h&lt;/strong&gt;, o público é convidado a ocupar o pátio e celebrar com dois shows gratuitos. A noite começa com a &lt;strong data-start="4067" data-end="4097"&gt;banda Cajuzinho do Cerrado&lt;/strong&gt;, grupo que mistura ritmos regionais, poesia popular e a irreverência musical que marca a cena goiana contemporânea. Logo depois, o palco recebe a &lt;strong data-start="4244" data-end="4259"&gt;Banda Pequi&lt;/strong&gt;, um dos projetos mais emblemáticos da EMAC/UFG e referência nacional na música instrumental universitária. É a energia coletiva de Goiânia celebrando com quem sempre fez parte dessa história.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="4453" data-end="5214"&gt;As celebrações culminam no dia &lt;strong data-start="4484" data-end="4502"&gt;12 de dezembro&lt;/strong&gt;, às &lt;strong data-start="4507" data-end="4514"&gt;19h&lt;/strong&gt;, com a abertura da exposição &lt;strong data-start="4544" data-end="4630"&gt;O VOLUME DA CHUVA É QUE DECIFRA O DILÚVIO: diálogos contemporâneos no acervo CCUFG&lt;/strong&gt;, com curadoria de &lt;strong data-start="4649" data-end="4673"&gt;Paulo Duarte-Feitoza&lt;/strong&gt;. Inspirada em um verso do poema &lt;em data-start="4706" data-end="4722"&gt;Vaga litúrgica&lt;/em&gt;, de Pio Vargas, a exposição pensa o acervo como um organismo vivo — um campo de relações que se transforma, se acumula e se reinventa, tal como a chuva que anuncia e decifra o dilúvio. Seis artistas foram convidados a dialogar diretamente com obras do acervo e criar peças inéditas que passam a integrar o patrimônio artístico do Centro Cultural. Ao lado deles, um conjunto de artistas fundamentais da coleção compõe a mostra, reafirmando a força do acervo da UFG para Goiás e para o Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="5216" data-end="5614"&gt;Celebrar quinze anos do Centro Cultural UFG é celebrar também a cidade que o acolhe, os artistas que o atravessam e o público que o transforma a cada visita. É reconhecer que ali, onde antes existia apenas um galpão, hoje existe um lugar de memória, criação e futuro. Um lugar onde a arte se renova, onde as histórias se encontram e onde as pessoas constroem — juntas — novos sentidos para o mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="2765" data-end="3174"&gt;Ao completar quinze anos, o CCUFG simboliza não apenas a maturidade de um projeto, mas a continuidade de um compromisso. A homenagem celebra os caminhos já percorridos e, ao mesmo tempo, aponta para o futuro: um futuro em que o acervo continue sendo ativado, estudado e expandido; em que artistas encontrem aqui um território fértil para criar; em que a comunidade se reconheça nesse espaço como parte dele.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="3176" data-end="3597"&gt;Hoje, o Centro Cultural é mais do que um equipamento cultural: é um arquivo vivo da cidade, um laboratório de invenções, uma sala de aula expandida, uma praça de encontros. É o testemunho de que a arte, quando cultivada com cuidado e responsabilidade pública, é capaz de construir histórias que permanecem — histórias que, como a chuva, se acumulam, atravessam épocas, tocam subjetividades e transformam o mundo ao redor.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="5616" data-end="5715"&gt;&lt;strong data-start="5616" data-end="5715"&gt;Parabéns, CCUFG.&lt;br data-start="5634" data-end="5637" /&gt;São 15 anos criando cena, memória e movimento.&lt;br data-start="5683" data-end="5686" /&gt;E o próximo ato já começou.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="5616" data-end="5715"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="5616" data-end="5715"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="5616" data-end="5715"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="5616" data-end="5715"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="5616" data-end="5715"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="5616" data-end="5715"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="5616" data-end="5715"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="5616" data-end="5715"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="5616" data-end="5715"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="5616" data-end="5715"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="5616" data-end="5715"&gt;&lt;strong data-start="5616" data-end="5715"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/Mateus_dos_Santos_Alves.png" alt="Mateus dos Santos Alves" width="199" height="199" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="5616" data-end="5715"&gt;&lt;strong data-start="5616" data-end="5715"&gt;Mateus dos Santos é estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás e estagiário de comunicação no Centro Cultural UFG. Atua com produção de conteúdo e cobertura jornalística de eventos culturais.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 01 Dec 2025 14:09:18 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/196896-ccufg-15-anos-memoria-criacao-e-futuro-em-movimento</link>
      <guid>https://centrocultural.ufg.br/n/196896-ccufg-15-anos-memoria-criacao-e-futuro-em-movimento</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Cristian Budu encerra a Série Allegro 2025 no CCUFG</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Cristian Budu" title="Cristian Budu" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/Cristian_Budu_-_foto_2_%28Daniel_Ebendinger%29.jpg?1764335963" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Recital gratuito no dia 6 de dezembro celebra o diálogo entre repertórios brasileiros e europeus e destaca a força da música de concerto em Goiânia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #808080;"&gt;&lt;em&gt;Por: Mateus dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/FINAL_-_ALLEGRO_2025_-_CRISTIAN_BUDU-05.jpg" alt="banner Allegro" width="237" height="335" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: justify;" data-start="192" data-end="1057"&gt;No dia 6 de dezembro, às 20h, no Teatro do Centro Cultural UFG, com entrada franca, o público de Goiânia será convidado a vivenciar um dos momentos mais marcantes da Série Allegro CCUFG/SICOOB 2025, projeto desenvolvido pela professora Consuelo Quireze Rosa. Em sua quarta edição, a Série consolidou-se como um dos pilares da difusão da música erudita na capital, reafirmando a força da tradição pianística local e o papel da universidade na formação e circulação de artistas de excelência. O concerto de encerramento é sempre um marco na temporada, não apenas pela escolha cuidadosa dos intérpretes, mas pelo simbolismo de celebrar um ano de ações voltadas à democratização do acesso à arte. Assim, o evento que se aproxima reafirma o compromisso cultural da UFG e destaca a relevância de manter uma agenda contínua, gratuita e de alta qualidade artística.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1059" data-end="2053"&gt;A presença do pianista Cristian Budu neste encerramento representa um gesto de grandeza, tanto pelo reconhecimento internacional de sua trajetória quanto pela profundidade artística que o define. Elogiado pela &lt;em data-start="1273" data-end="1285"&gt;Gramophone&lt;/em&gt; como “um pianista impactantemente original” e citado pelo crítico Alain Lompech ao lado de nomes históricos como Arrau e Nelson Freire, Budu ocupa hoje um lugar singular na música de concerto, reunindo técnica refinada, imaginação sonora e uma leitura interpretativa que frequentemente surpreende pela inteligência e pela poesia. Seu repertório, suas gravações premiadas e suas atuações em prestigiados festivais e salas europeias e americanas refletem não apenas sucesso profissional, mas um compromisso estético profundo. Ao trazê-lo a Goiânia, a Série Allegro amplia seu alcance simbólico, oferecendo ao público uma experiência artística rara, marcada pela expressividade, pela maturidade musical e pela força comunicativa que caracterizam sua performance ao vivo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="2055" data-end="3001"&gt;A Série Allegro CCUFG/SICOOB 2025 chega a esta etapa final com uma temporada que reafirmou a vitalidade cultural da cidade e a importância de manter espaços públicos dedicados à música de concerto. A cada edição, o projeto renova sua missão formativa ao aproximar estudantes, professores, artistas e comunidade, fortalecendo vínculos entre a universidade e o público que reconhece na programação um espaço de encontro com a arte. O apoio do Instituto Cultural SICOOB UniCentro BR, fundamental para a realização de todo o ciclo, viabiliza que nomes de projeção internacional dividam o palco com artistas brasileiros em apresentações totalmente gratuitas. Encerrar a temporada com Cristian Budu significa celebrar a excelência, agradecer ao público que lotou o Teatro do CCUFG nos concertos anteriores e reafirmar a convicção de que iniciativas como essa são essenciais para manter viva a tradição musical que distingue Goiânia no cenário nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="2055" data-end="3001"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="2055" data-end="3001"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/Cristian_Budu_-_foto_2_%28Daniel_Ebendinger%29.jpg" alt="Cristian Budu" width="689" height="459" /&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Foto: Assessoria/Divulgação&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="2055" data-end="3001"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;h3 style="text-align: justify;" data-start="250" data-end="306"&gt;&lt;strong data-start="254" data-end="304"&gt;1. Diálogos entre tradição e contemporaneidade&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="307" data-end="1151"&gt;Ao refletir sobre a construção do recital, Cristian Budu destaca que “o programa homenageia o repertório brasileiro e cria um diálogo com peças do repertório tradicional europeu”, evidenciando sua intenção de aproximar universos que historicamente foram tratados como distantes. Essa perspectiva orienta uma proposta curatorial que revela convergências inesperadas entre o romantismo europeu, o impressionismo e a riqueza rítmica da música brasileira. Ao permitir que obras de Chopin, Debussy e Schumann “conversem” com Guarnieri, Villa-Lobos, Itiberê II e tantos outros, Budu convida o público a perceber que, mais do que contrastes, há fluxos artísticos que se complementam. O piano torna-se, assim, um espaço de passagem e encontro, onde fronteiras desaparecem e a própria noção de repertório é revista pelos filtros da escuta contemporânea.&lt;/p&gt;
&lt;h3 style="text-align: justify;" data-start="1153" data-end="1204"&gt;&lt;strong data-start="1157" data-end="1202"&gt;2. A brasilidade como eixo interpretativo&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1205" data-end="2006"&gt;Em sua fala, o pianista enfatiza a ideia de que “música é música”, e essa afirmação orienta a maneira como ele posiciona a brasilidade não como apêndice, mas como centro vital do recital. Ao incluir obras de Nazareth, Tia Amélia, Gnattali e Henrique Alves de Mesquita, Budu destaca linguagens populares — especialmente aquelas relacionadas ao choro — como fundamentais para compreender a identidade pianística brasileira. Ao lado do repertório europeu, essas obras não funcionam como contraste, mas como complemento, revelando uma tradição musical que se alimenta da síntese entre o erudito e o popular. Sua interpretação reforça a noção de que a música brasileira dialoga naturalmente com o repertório histórico ocidental, e que o piano, por sua versatilidade, amplifica essa multiplicidade estética.&lt;/p&gt;
&lt;h3 style="text-align: justify;" data-start="2008" data-end="2051"&gt;&lt;strong data-start="2012" data-end="2049"&gt;3. A narrativa musical do recital&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="2052" data-end="2802"&gt;Ao comentar o desenho do programa, Budu menciona que as obras brasileiras e europeias foram escolhidas para criar “diálogos” que transpõem classificações rígidas. Essa concepção narrativa transforma o recital em uma jornada estética estruturada, na qual as obras se iluminam mutuamente. Os gestos líricos de Schumann encontram ressonância no colorido harmônico de Guarnieri; a delicadeza impressionista de Debussy reflete-se nos contornos melódicos de Radamés Gnattali; e o espírito dançante de Nazareth aparece como resposta natural à expressividade romântica de Chopin. Cada peça é apresentada como parte de uma cadeia de significados, reforçando a ideia do artista de que a música deve ser percebida como campo de convivência, e não de separações.&lt;/p&gt;
&lt;h3 style="text-align: justify;" data-start="2804" data-end="2851"&gt;&lt;strong data-start="2808" data-end="2849"&gt;4. A força simbólica da Série Allegro&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="2852" data-end="3736"&gt;Ao situar esse repertório dentro da Série Allegro, o recital de Cristian Budu ganha ainda mais densidade simbólica. A declaração do pianista — ao afirmar que deseja “mostrar a riqueza de nossas tantas linguagens, enfatizando o piano como instrumento agregador e versátil” — ecoa diretamente a missão do projeto: criar pontes, formar público, valorizar a diversidade e promover experiências de alta relevância cultural. Encerrando a temporada de 2025, este concerto sintetiza a essência da Série Allegro: apresentar ao público goianiense uma música de concerto que respira tradição, mas se projeta ao futuro através de diálogos vivos e inclusivos. Dessa forma, o recital reafirma não apenas a excelência dos artistas convidados, mas o compromisso do CCUFG e de seus parceiros em fortalecer a cena musical da cidade e democratizar o acesso a obras fundamentais do repertório pianístico.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="162" data-end="791"&gt;A Série Allegro CCUFG/SICOOB 2025 encerra mais uma temporada reafirmando seu compromisso com a formação de público, a promoção da música de concerto e a valorização dos artistas que constroem a paisagem cultural brasileira. O recital de Cristian Budu sintetiza essa missão ao oferecer ao público uma experiência musical plural, refinada e profundamente conectada às múltiplas tradições que moldam o piano como instrumento de diálogo, memória e invenção. Cada obra apresentada, cada gesto interpretativo e cada aproximação entre repertórios reforçam a importância de manter vivos espaços de escuta, reflexão e encontro com a arte.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="793" data-end="1318" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt;O Centro Cultural UFG convida toda a comunidade a participar deste concerto especial de encerramento, que acontece &lt;strong data-start="908" data-end="980"&gt;no dia 6 de dezembro, às 20h, no Teatro do CCUFG, com entrada franca&lt;/strong&gt;. É uma oportunidade única de vivenciar a performance de um dos pianistas mais aclamados de sua geração e de celebrar, junto à UFG e aos parceiros que tornam este projeto possível, a força da música de concerto em nossa cidade. Venha compartilhar esse momento com o CCUFG e celebrar a arte que nos inspira, nos sensibiliza e nos aproxima.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 28 Nov 2025 10:48:18 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/196827-cristian-budu-encerra-a-serie-allegro-2025-no-ccufg</link>
      <guid>https://centrocultural.ufg.br/n/196827-cristian-budu-encerra-a-serie-allegro-2025-no-ccufg</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Estreia no CCUFG, “A Morte da Galinha Caipira” revela a força poética e crítica da Nalini Cia de Dança</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="a morte da galinha caipira" title="a morte da galinha caipira" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/MAR06890.JPG?1764004368" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;No espetáculo dirigido por Valeska Vaishnavi, a galinha caipira ocupa o centro da cena para questionar padrões corporais, ressignificar clássicos e aproximar o público do Brasil profundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #808080;"&gt;&lt;em&gt;Por: Mateus dos Santos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/Captura_de_tela_2025-11-24_102043.png" alt="Espetáculo “A Morte da Galinha Caipira”" width="356" height="296" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: justify;" data-start="171" data-end="1012"&gt;&lt;em data-start="184" data-end="212"&gt;A Morte da Galinha Caipira&lt;/em&gt; aconteceu nos dias 25 e 26 de novembro, às 20h, no Teatro do Centro Cultural da UFG, marcando um momento decisivo na trajetória da Nalini Cia de Dança e inaugurando uma experiência cênica que provoca, desloca e encanta. Nesse cenário, a atuação de Valeska Vaishnavi como diretora artística ganha ainda mais evidência, revelando uma condução madura, investigativa e profundamente conectada às camadas simbólicas da cultura brasileira. A artista guiou o público por uma obra que rompe expectativas desde o primeiro gesto, assumindo o compromisso de expandir o entendimento do que pode ser dançado e de quais corpos podem ocupar o palco. Essa perspectiva, aliada a um rigor estético que não abre mão da sensibilidade, coloca Valeska no centro das discussões contemporâneas sobre dança, identidade e memória.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1014" data-end="1858"&gt;Ao longo de sua trajetória, Valeska se consolidou como uma pesquisadora do movimento que transita com naturalidade entre técnica, teatralidade e improvisação — caminhos que ganharam força no processo de criação deste espetáculo. Aqui, ela parte do embate entre o imaginário rural e as narrativas do balé clássico para construir uma dramaturgia que se equilibra entre o humor, a crítica e a poesia. É desse encontro entre a grandiosidade simbólica de obras europeias e a materialidade afetiva do Brasil profundo que nasce a potência artística de &lt;em data-start="1559" data-end="1587"&gt;A Morte da Galinha Caipira&lt;/em&gt;. Ao transformar a galinha — figura simples, cotidiana e muitas vezes invisibilizada — em protagonista, Valeska articula uma reflexão delicada e ao mesmo tempo incisiva sobre pertencimento, padrões corporais e a urgência de ressignificar referências hegemônicas na dança.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1860" data-end="2618"&gt;Mais do que revisitar um clássico, o trabalho dirigido por Valeska propõe uma experiência que expande fronteiras e questiona certezas. A diretora constrói um espetáculo que convida o público a desacelerar, a observar o detalhe, a reconhecer a beleza que existe no gesto imperfeito, no corpo não idealizado, na narrativa que se desvia do esperado. É nesse tempo interiorano, mais largo e respirado, que a obra encontra sua força dramatúrgica, revelando a grandeza dos pequenos movimentos e a resistência silenciosa dos corpos que sustentam a vida cotidiana. Assim, Valeska reafirma sua relevância no panorama da dança contemporânea brasileira, oferecendo uma criação que se manifesta como arte, como crítica e como celebração da diversidade que compõe a cena.&lt;/p&gt;
&lt;hr data-start="2620" data-end="2623" /&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="2625" data-end="2949" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt;Com essa visão ampla, múltipla e profundamente sensível, convidamos agora a diretora artística Valeska Vaishnavi a comentar o processo de criação, os desafios e as escolhas que deram corpo a essa obra singular. A seguir, ela fala sobre as referências, os embates e as potências que moldaram &lt;em data-start="2918" data-end="2946"&gt;A Morte da Galinha Caipira&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="2740" data-end="3067" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="1860" data-end="2618"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/MAR07114.JPG" alt="a morte da galinha caipira" width="268" height="402" /&gt;Foto: Marcela Landeiro&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="1860" data-end="2618"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1860" data-end="2618"&gt;&lt;strong&gt;ENTREVISTA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1860" data-end="2618"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1860" data-end="2618"&gt;&lt;strong&gt;Mateus dos Santos: O espetáculo parte de referências do balé clássico, mas as reconfigura a partir do imaginário rural brasileiro. Como esse encontro entre tradição europeia e cultura do Cerrado orientou suas escolhas de direção e dramaturgia corporal?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1860" data-end="2618"&gt;&lt;strong&gt;Valeska Vaishnavi: &lt;/strong&gt;Eu quis aproximar dois mundos que normalmente não se encontram: o balé clássico, cheio de regras e padrões, e o corpo simples e cotidiano da vida no Cerrado. Quando misturamos essas referências, o balé deixa de ser algo intocável e vira matéria para brincar e transformar. As escolhas de cena e de movimento vieram desse contraste, em vez da leveza e perfeição do balé, coloquei em foco o peso do corpo, o chão, o calor, o jeito rústico e direto da vida interiorana. É dessa mistura que nasce a dramaturgia da obra.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1860" data-end="2618"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1860" data-end="2618"&gt;&lt;strong&gt;Mateus dos Santos: Durante os laboratórios de criação, os intérpretes trabalharam na fronteira entre técnica, teatralidade e improvisação. Como você conduziu esse processo para que cada corpo pudesse expressar sua singularidade sem perder a unidade estética da obra?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1860" data-end="2618"&gt;&lt;strong&gt;Valeska Vaishnavi: &lt;/strong&gt;Deixei que cada intérprete encontrasse seu próprio jeito de ser “galinha”, seu modo particular de se mover e improvisar. O importante era que cada corpo tivesse liberdade, mas dentro de um mesmo ambiente poético: o tempo lento, o contato com o chão, a sensação de simplicidade e imperfeição. A unidade veio desses elementos comuns. Mesmo com gestos diferentes, todos estavam dentro do mesmo clima, da mesma intenção.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1860" data-end="2618"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1860" data-end="2618"&gt;&lt;strong&gt;Mateus dos Santos: A crítica aos padrões corporais na dança é um eixo forte do espetáculo. De que maneira você buscou traduzir essa discussão para o palco sem recorrer ao discurso direto, mas sim ao movimento, ao humor e à metáfora da galinha caipira?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1860" data-end="2618"&gt;&lt;strong&gt;Valeska Vaishnavi: &lt;/strong&gt;A própria galinha caipira já é uma metáfora forte: é um corpo comum, imperfeito, que ninguém valoriza. Ao colocar esse corpo no centro, e ao usar o humor — os trejeitos, os passos desajeitados — a crítica aparece de forma natural. O público percebe o contraste com o balé tradicional e entende que estamos falando de corpos que não se encaixam, mas que também têm beleza e força.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1860" data-end="2618"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1860" data-end="2618"&gt;&lt;strong&gt;Mateus dos Santos: O tempo dilatado da vida interiorana influencia a cadência do espetáculo. O que esse ritmo mais lento, mais paciente, acrescenta à experiência do público e ao modo como a obra questiona expectativas de virtuosismo no balé contemporâneo?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;" data-start="1860" data-end="2618"&gt;&lt;strong&gt;Valeska Vaishnavi: &lt;/strong&gt;O tempo lento faz o público prestar atenção em coisas pequenas que, normalmente, passariam batido. Ele tira a pressa da cena e deixa o movimento respirar. Com isso, o espetáculo questiona a ideia de que a dança precisa ser sempre rápida, difícil e virtuosa. O ritmo mais calmo mostra outro tipo de valor: a presença, a sinceridade do gesto, o tempo real do corpo e da cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="1860" data-end="2618"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/MAR07156.JPG" alt="a morte da galinha caipira" width="275" height="413" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="1860" data-end="2618"&gt;Foto: Marcela Landeiro&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="1860" data-end="2618"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="163" data-end="1009"&gt;A fala de Valeska Vaishnavi revela uma diretora que escolhe tensionar mundos distintos para construir uma poética própria. Ao aproximar o balé clássico — marcado pela rigidez, pela técnica e pela ideia de perfeição — do imaginário rural, ela cria um território onde a dança deixa de ser idealizada e passa a dialogar com o corpo real, o corpo cotidiano, o corpo que carrega histórias. Sua abordagem rompe com hierarquias tradicionais da dança, transformando a galinha caipira em símbolo de resistência e reinvenção estética. A diretora mostra que a força da obra nasce justamente do atrito entre essas referências, permitindo que o rústico, o pesado e o imperfeito se tornem matéria coreográfica legítima, potente e sensível. É dessa junção inesperada que a dramaturgia do espetáculo adquire profundidade e uma identidade marcadamente brasileira.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1011" data-end="1865" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt;Ao destacar a liberdade dos intérpretes, o humor como ferramenta crítica e a importância de um tempo dilatado — inspirado no ritmo interiorano — Valeska cria uma experiência que vai muito além da técnica: ela convida o público a perceber beleza onde antes havia descaso, e a reconhecer que gestos simples podem carregar densidade simbólica e política. Sua direção propõe outra forma de ver, sentir e habitar a dança, valorizando presenças que escapam dos padrões e abraçando a singularidade de cada corpo. Nesse gesto, o espetáculo reafirma não apenas uma estética, mas um posicionamento. E é a partir dessa força que deixamos aqui um convite: que o público continue acompanhando a temporada de &lt;em data-start="1708" data-end="1736"&gt;A Morte da Galinha Caipira&lt;/em&gt; e se permita viver essa experiência que transforma, desloca e amplia o olhar sobre a dança e sobre o Brasil que nos atravessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="193" data-end="550"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="193" data-end="550"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="193" data-end="550"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="193" data-end="550"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="193" data-end="550"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/Mateus_dos_Santos_Alves.png" alt="Mateus dos Santos Alves" width="257" height="257" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="193" data-end="550"&gt;&lt;strong&gt;Mateus dos Santos é estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás e estagiário de comunicação no Centro Cultural UFG. Atua com produção de conteúdo e cobertura jornalística de eventos culturais.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 24 Nov 2025 15:32:46 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/196690-estreia-no-ccufg-a-morte-da-galinha-caipira-revela-a-forca-poetica-e-critica-da-nalini-cia-de-danca</link>
      <guid>https://centrocultural.ufg.br/n/196690-estreia-no-ccufg-a-morte-da-galinha-caipira-revela-a-forca-poetica-e-critica-da-nalini-cia-de-danca</guid>
    </item>
  </channel>
</rss>
