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    <title>Centro Cultural UFG</title>
    <description>Centro Cultural UFG</description>
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      <title>Centro Cultural UFG recebe a exposição “Essa Grande Liberdade” e mostra de cinema “Cine Via Láctea”, dedicadas às vivências LGBTQIAPN+ em Goiás</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Benedito Ferreira - Talvez a gente caiba aqui" title="Benedito Ferreira - Talvez a gente caiba aqui" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/Benedito_Ferreira_-_Talvez_a_gente_caiba_aqui_%282014%29.JPG?1779907529" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Mostra reúne mais de 60 artistas LGBTQIAPN+ e programação de cinema no CCUFG, promovendo reflexões sobre memória, diversidade, arte e dissidências em Goiás.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #808080;"&gt;Por: João Bastos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;O Centro Cultural UFG (CCUFG) abriu, no último dia 12, a exposição Essa grande liberdade: identidades LGBTQIAPN+ em Goiás. Com entrada gratuita, a mostra segue em cartaz até o dia 10 de julho e reúne mais de 60 artistas e cerca de 120 obras que atravessam diferentes gerações, linguagens e experiências da produção artística LGBTQIAPN+ no estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/drag.jpg" alt="Drag essag" width="434" height="289" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: #808080;"&gt;Foto: Lucas Lustosa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sob curadoria de Paulo Duarte-Feitoza, reunindo obras de 1974 até a contemporaneidade, a exposição propõe um amplo panorama das produções visuais dissidentes em Goiás, aproximando artistas de diferentes períodos e contextos históricos. A mostra reúne nomes consolidados da arte goiana, como Fernando Costa Filho, Fabíola Morais, Adriana Bittar, Marcelo Solá, Divino Sobral e Enauro de Castro, ao lado de artistas contemporâneos como Benedito Ferreira, Emilliano Freitas, Âmbar Moura, Hilda de Paulo e Daniela Marques.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além de seu caráter artístico e cultural, a exposição também assume um importante papel pedagógico ao construir um panorama das experiências, memórias e formas de organização LGBTQIAPN+ em Goiás. Ao reunir obras, documentos, produções audiovisuais e referências históricas de diferentes períodos, a mostra contribui para ampliar o conhecimento sobre a presença e a atuação das populações dissidentes de gênero e sexualidade no estado, evidenciando trajetórias frequentemente apagadas das narrativas oficiais. Nesse sentido, a exposição promove reflexões sobre pertencimento, resistência e direitos, aproximando o público de processos históricos fundamentais para a compreensão das transformações sociais e culturais em Goiás. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O título da exposição parte de uma fala do fotógrafo goiano Samuel Costa, que, em 1975, descreveu o desejo de fotografarar uma “pequena liberdade” ao se mudar para a França. A partir dessa ideia, a curadoria amplia o conceito de liberdade como espaço de disputa, criação e reinvenção de modos de existência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além das artes visuais, a mostra também incorpora produções audiovisuais, videoclipes e obras ligadas à música e à cultura drag goiana, destacando artistas como Banda Uó, Candy Mel, Bruna Mendez, Maaju, Valentina e Lulu Monamour. A proposta evidencia a diversidade de expressões artísticas que atravessam a construção das identidades LGBTQIAPN+ em Goiás.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Integrando o projeto Trilogia Goiás, desenvolvido no âmbito do Laboratório de Curadoria da Faculdade de Artes Visuais da UFG, a iniciativa articula pesquisa acadêmica, extensão universitária e produção cultural, fortalecendo o compromisso da universidade com a promoção da diversidade, da reflexão crítica e do acesso à cultura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;strong&gt;MOSTRA CINE VIA LACTÉA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/card_04_cine.png" alt="Cine Via lactéa" width="259" height="324" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como desdobramento da programação expositiva, o CCUFG também recebe a mostra Cine Via Láctea, dedicada ao cinema brasileiro contemporâneo e às dissidências estéticas, territoriais e de gênero. Com coordenação e mediação de Paulo Duarte-Feitoza e Lucas Lustosa, a programação reúne exibições gratuitas de filmes de realizadores goianos no Teatro do Centro Cultural UFG, promovendo debates sobre corpo, memória, cidade e experiências LGBTQIAPN+ no audiovisual contemporâneo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/WhatsApp_Image_2026-05-29_at_14.28.49_%281%29.jpeg" alt="PauloVia" width="413" height="310" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: #808080;"&gt;Bate-papo com Diretor do longa "Granada", Benedito Ferreira. Na foto, Benedito Ferreira e Paulo Duarte-Feitoza. Foto: Lucas Lustosa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A abertura, no dia 21 de maio, contou com a exibição de Granada (2023), de Benedito Ferreira, filme que transforma as ruas de Goiânia em espaço de encontro, memória e fabulação. No dia 28 de maio, será apresentado Capim-Navalha (2025), de Michel Queiroz, obra que aborda experiências trans na Chapada dos Veadeiros a partir das relações entre corpo, território e dissidência de gênero. Encerrando a programação, em 11 de junho, serão exibidos os curtas Urano (2013), Plutão (2015) e Netuno (2016), de Daniel Nolasco, produções que investigam desejo, masculinidades e afetos dissidentes em diferentes paisagens urbanas e interiores. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/WhatsApp_Image_2026-05-29_at_14.36.54.jpeg" alt="lucasvia" width="420" height="378" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: #808080;"&gt;Bate-papo com Diretor do longa "Granada", Michel Queiroz. Na foto, Michel Queiroz e Lucas Lustosa. Foto: Paulo Duarte-Feitoza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inspirado no histórico grupo Via Láctea, coletivo artístico criado em 1981 por estudantes da então Universidade Católica de Goiás, conhecido por suas proposições irreverentes que articulavam teatro, dança, música, mímica e sátira, o projeto estabelece conexões entre memória cultural, experimentação artística e narrativas dissidentes no cinema brasileiro contemporâneo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;_________________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;_________________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;___________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A seguir, o curador Paulo Duarte-Feitoza comenta os processos de construção da mostra, os diálogos entre arte e memória LGBTQIAPN+ em Goiás e a importância de iniciativas culturais voltadas à diversidade no contexto contemporâneo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/IMG_6154.JPG" alt="Paulo abertura essagl" width="434" height="289" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;Foto: João Bastos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;ENTREVISTA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;João Bastos:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Como surgiu a proposta curatorial da exposição Essa grande liberdade: identidades LGBTQIAPN+ em Goiás?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paulo Duarte-Feitoza:&lt;/strong&gt; A exposição surgiu de uma inquietação antiga de pensar Goiás a partir de histórias, sensibilidades e experiências LGBTQIAPN+ que, durante muito tempo, permaneceram à margem das narrativas oficiais do estado. Ao longo dos últimos anos, fui percebendo a ausência de uma grande exposição histórica e coletiva dedicada a artistas LGBTQIAPN+ em Goiás, especialmente uma mostra que articulasse diferentes gerações, linguagens e contextos de produção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pesquisa começou de maneira bastante ampla, envolvendo arquivos, conversas com artistas, pesquisadores, militantes e pessoas que viveram diferentes momentos da cena cultural goiana. Aos poucos, a exposição foi se desenhando como um levantamento artístico e como uma investigação sobre memória, pertencimento, desejo, violência, amizade, festa e sobrevivência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Existe ainda uma dimensão muito importante de afeto e reparação. A mostra nasce do desejo de construir espaços de visibilidade e reconhecimento para trajetórias que muitas vezes foram apagadas ou pouco legitimadas institucionalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;João Bastos:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;A exposição reúne artistas de diferentes gerações e linguagens. Como foi construir esse diálogo entre produções tão diversas?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paulo Duarte-Feitoza:&lt;/strong&gt; Esse talvez tenha sido um dos maiores desafios e, ao mesmo tempo, uma das maiores riquezas da curadoria. A exposição reúne artistas que começam sua trajetória agora e artistas que atuam desde os anos 1970 e 1980. Também aproxima pintura, fotografia, vídeo, instalação, performance, audiovisual, cultura drag, ilustração, música e arquivos históricos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não me interessa buscar uma homogeneidade, mas assumir a diversidade como força poética. O diálogo não acontece porque as obras são semelhantes, mas porque elas compartilham questões ligadas ao corpo, à visibilidade, ao desejo, à construção de espaços de liberdade e às negociações cotidianas da existência LGBTQIAPN+ em Goiás e no Centro-Oeste.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A exposição foi construída muito mais como uma constelação de experiências do que como uma narrativa linear. Isso permitiu que obras de períodos e linguagens diferentes produzissem tensões, aproximações e atravessamentos bastante interessantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;João Bastos: De que maneira a mostra busca refletir as experiências LGBTQIAPN+ no contexto goiano e do Centro-Oeste?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paulo Duarte-Feitoza:&lt;/strong&gt; A exposição parte do entendimento de que as experiências LGBTQIAPN+ no Centro-Oeste possuem especificidades históricas, territoriais e culturais muito próprias. Existe frequentemente uma tendência de pensar as dissidências sexuais e de gênero apenas a partir dos grandes centros urbanos do Sudeste, e a mostra busca justamente deslocar esse eixo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em Goiás, essas experiências atravessam questões ligadas ao interior, à religiosidade, à cultura sertaneja, às estruturas familiares, à violência, mas também à criação de redes de afeto, amizade, humor, festa e resistência. A exposição procura mostrar que as existências LGBTQIAPN+ no estado não são periféricas em relação à cultura brasileira, mas constitutivas dela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Reunindo artistas de diferentes cidades, gerações e contextos, a mostra evidencia a complexidade dessas vivências e como elas ajudaram a construir imaginários, linguagens e formas de existência no território goiano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;João Bastos: A exposição acontece no marco dos 30 anos da manifestação do Grupo Ipê Rosa, na Praça Cívica. Como esse acontecimento histórico atravessa a curadoria?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paulo Duarte-Feitoza:&lt;/strong&gt; Esse acontecimento possui um peso simbólico muito importante para a exposição. Em 28 de junho de 1996, integrantes do Grupo Ipê Rosa realizaram um ato na Praça Cívica reivindicando visibilidade, existência e direitos para a população LGBTQIAPN+ em Goiânia. A exposição acontece justamente no aniversário de trinta anos desse marco histórico, e, por tanto, pensada para que assim fosse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A curadoria entende aquele gesto como um evento político, mas também como um gesto de ocupação simbólica do espaço público e de produção de memória. Existe uma dimensão muito forte de coragem naquela ação, especialmente se pensarmos o contexto social e político da época.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A exposição procura criar um arco entre aquele momento e o presente, mostrando permanências, avanços e também tensões que continuam atravessando as experiências LGBTQIAPN+ no Brasil contemporâneo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;João Bastos: Quais desafios surgiram durante o processo de pesquisa e seleção das obras e artistas participantes?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paulo Duarte-Feitoza:&lt;/strong&gt; Um dos principais desafios foi justamente lidar com lacunas históricas. Muitas trajetórias importantes possuem pouca documentação, poucos registros preservados ou circularam pouco institucionalmente. Em diversos momentos, a pesquisa precisou acontecer por meio de conversas, memórias orais, arquivos pessoais e redes de afeto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também houve o desafio de construir uma exposição ampla sem transformar essa diversidade numa narrativa homogênea ou simplificadora. A curadoria precisou encontrar maneiras de preservar as singularidades de cada artista e, ao mesmo tempo, construir um percurso coletivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além disso, existe sempre o desafio institucional e estrutural de realizar uma exposição dessa dimensão dentro de uma universidade pública, especialmente num cenário de limitações orçamentárias. Mas acredito que justamente aí reside uma das forças do projeto: mostrar que a universidade pública continua sendo um espaço fundamental de produção crítica, pesquisa, memória e transformação social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;João Bastos: A mostra incorpora artes visuais, audiovisual, música e cultura drag. Ao retratar as vivências da população LGBTQIAPN+, qual a importância de trabalhar essas diferentes expressões em conjunto?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paulo Duarte-Feitoza:&lt;/strong&gt; Era fundamental que a exposição não restringisse a produção LGBTQIAPN+ apenas às linguagens tradicionalmente legitimadas pelo circuito das artes visuais. A cultura LGBTQIAPN+ sempre produziu formas de criação que passam pela música, performance, audiovisual, moda, cultura clubber, dança e cultura drag.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A exposição entende essas práticas como campos legítimos de produção estética e política. Incorporar videoclipes, performances, cultura drag e audiovisual é também reconhecer que muitas experiências LGBTQIAPN+ historicamente construíram seus espaços de existência justamente fora das instituições tradicionais da arte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso amplia a própria noção de exposição e tensiona a ideia do que entendemos como arte contemporânea, especialmente dentro do contexto de Goiás.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;João Bastos: Como você avalia o papel das universidades e dos centros culturais na promoção de exposições voltadas à diversidade e à memória LGBTQIAPN+?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paulo Duarte-Feitoza:&lt;/strong&gt; Acredito que universidades públicas e centros culturais possuem um papel absolutamente fundamental nesse processo. Em muitos casos, são justamente essas instituições que conseguem desenvolver pesquisas de longo prazo, preservar arquivos, construir memória crítica e promover debates públicos mais complexos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No contexto brasileiro atual, realizar uma exposição como Essa grande liberdade dentro de uma universidade pública possui um significado político muito forte. Significa afirmar que a produção de conhecimento, cultura e memória também passa pelo reconhecimento das experiências LGBTQIAPN+.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além disso, esses espaços têm a responsabilidade de ampliar o acesso, promover ações educativas e criar condições para que diferentes públicos possam entrar em contato com essas histórias e produções.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;João Bastos: O projeto integra a Trilogia Goiás. Como essa exposição dialoga com a exposição Não Vou Negar: artes visuais, território e música sertaneja, a última pesquisa do projeto?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paulo Duarte-Feitoza:&lt;/strong&gt; As duas exposições partem de uma mesma tentativa: pensar Goiás a partir da arte, da cultura e das experiências sociais que atravessam este território. Tenho muito incômodo com as simplificações e os estereótipos frequentemente associados ao estado, e as duas mostras nascem justamente do desejo de enfrentá-los.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em Não Vou Negar, a pesquisa buscava compreender como a música sertaneja constitui uma dimensão fundamental da experiência cultural goiana e do Brasil Central, ainda que muitas vezes seja tratada de maneira simplificada ou caricatural. A exposição investigava como a paisagem, o melodrama, os conflitos entre campo e cidade e as transformações do interior ajudaram a construir imaginários sobre Goiás.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já em Essa grande liberdade, o foco se desloca para as experiências LGBTQIAPN+, mas permanece o interesse em discutir pertencimento, identidade, memória e território. As duas exposições procuram tensionar imagens cristalizadas sobre Goiás e revelar a complexidade cultural, afetiva e política do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De certa maneira, ambas integram um esforço mais amplo de construir leituras menos estereotipadas e mais complexas sobre o Centro-Oeste brasileiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;João Bastos: Quais reflexões você espera que o público leve consigo após visitar a exposição?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paulo Duarte-Feitoza:&lt;/strong&gt; É difícil responder essa pergunta. Espero que o público saia da exposição com a percepção de que as experiências LGBTQIAPN+ fazem parte da história cultural, política e afetiva de Goiás. Que compreenda que essas trajetórias não são marginais ou secundárias, mas fundamentais para entendermos o estado e suas transformações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também espero que a exposição produza encontros, identificações e deslocamentos. Que pessoas LGBTQIAPN+ possam se reconhecer na mostra e perceber que suas histórias possuem valor, força e memória. E que pessoas que talvez nunca tenham refletido sobre essas questões possam ampliar seus olhares e sensibilidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No fundo, acredito que a exposição fala sobre liberdade, mas também sobre presença. Sobre o direito de existir, ocupar espaços, produzir memória e imaginar futuros possíveis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/Homem_vendo_pintura.JPG" alt="Homem vendo pintura" width="685" height="488" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;Foto: João Bastos&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.295; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;Então, em um contexto historicamente marcado por invisibilizações e disputas em torno da diversidade, uma exposição dedicada às múltiplas experiências LGBTQIAPN+ no Centro-Oeste possui importante dimensão cultural, social e política. Ao reunir diferentes gerações, linguagens artísticas e trajetórias de vida, a mostra amplia espaços de representação e memória, evidenciando a pluralidade das vivências dissidentes na região. A realização da exposição também ganha ainda mais relevância ao acontecer no marco dos 30 anos da manifestação realizada pelo Grupo Ipê Rosa, em 1996, na Praça Cívica, em Goiânia, considerada um dos primeiros atos públicos de orgulho LGBT+ do país. Ao estabelecer esse diálogo entre passado e presente, a mostra e a exposição reafirmam a arte como espaço de resistência, memória e visibilidade, fortalecendo debates sobre liberdade, pertencimento e direitos no contexto goiano e brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.295; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.295; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/joaooo12.png" alt="joaooo" width="260" height="260" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;João Bastos é estudante de Relações Públicas na Universidade Federal de Goiás e estagiário de comunicação no Centro Cultural UFG. Atua com produção de conteúdo e cobertura de eventos culturais.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 27 May 2026 16:00:46 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/201336-centro-cultural-ufg-recebe-a-exposicao-essa-grande-liberdade-e-mostra-de-cinema-cine-via-lactea-dedicadas-as-vivencias-lgbtqiapn-em-goias</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Centro Cultural UFG recebe espetáculo “Cabaré das Divas” nesta quarta-feira</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Cabaré das divas" title="Cabaré das divas" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/cabar%C3%A9_das_divas.jpg?1778096735" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;O Centro Cultural UFG recebeu o espetáculo Cabaré das Divas, uma iniciativa formativa dedicada à descoberta, incentivo e preparação de novos talentos da arte drag.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #808080;"&gt;Por: João Bastos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;O Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (CCUFG) recebeu, nesta quarta-feira, 6 de maio, às 20h, a edição 2026 do projeto Cabaré das Divas, a ação Camarim Drag, um dos espetáculos drag mais relevantes e longevos da cena cultural de Goiânia e da região Centro-Oeste. Com entrada gratuita, a apresentação reforçou o compromisso da universidade com a promoção da diversidade, da arte e da cultura contemporânea.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há mais de uma década em cartaz, contando com 125 edições e apresentações de mais de 2 mil números inéditos, recebendo em seu palco mais de 100 drag queens goianas.  O Cabaré das Divas consolidou-se como uma importante iniciativa artística que dialoga com a tradição do teatro de revista, incorporando elementos de humor, música, coreografias e sátira em uma estética atual e acessível. A cada edição, o espetáculo reúne um elenco diverso de artistas que dão vida a performances inspiradas em grandes divas nacionais e internacionais, proporcionando ao público uma experiência dinâmica, interativa e marcada pela criatividade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/cabar%C3%A9_2.jpg" alt="Cbaré das divas" width="352" height="439" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresentação desta quarta-feira integrou a ação Camarim Drag, voltado à formação e ao incentivo de novos talentos da arte drag. Com um elenco que reúne integrantes do grupo Jú Onze e 24, artistas já consagrados da cena drag goiana e novos talentos do humor e da arte transformista. A iniciativa se destaca por promover o encontro entre artistas experientes e novos nomes da cena cultural, contribuindo para a renovação e fortalecimento da produção artística local, além de promover o encontro entre diferentes gerações da cultura LGBTQIAPN+ e fortalecendo a cena artística local.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Premiado e reconhecido por sua contribuição à cultura e à diversidade, o Cabaré das Divas reafirma seu papel como espaço de criação, resistência, humor e celebração da arte drag, mantendo viva a tradição do cabaré brasileiro com uma linguagem atual, inclusiva e conectada com o público contemporâneo &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A realização do evento conta com o apoio institucional do CCUFG, da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) e da Universidade Federal de Goiás (UFG), fortalecendo a missão da universidade de fomentar iniciativas culturais que dialoguem com a sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/joaooo12.png" alt="joaooo" width="251" height="251" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;João Bastos é estudante de Relações Públicas na Universidade Federal de Goiás e estagiário de comunicação no Centro Cultural UFG. Atua com produção de conteúdo e cobertura de eventos culturais.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 06 May 2026 15:46:20 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/200753-centro-cultural-ufg-recebe-espetaculo-cabare-das-divas-nesta-quarta-feira</link>
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      <title>Concertos UFG recebe Piano Trio com obras de Haydn, Guerra-Peixe e Piazzolla</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="5864242345" title="5864242345" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/Foto_%2857%29.JPG?1777552275" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Apresentação acontece nesta quarta-feira (29), no Teatro do CCUFG, com entrada gratuita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #808080;"&gt;Por: João Bastos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Centro Cultural UFG recebe, nesta quarta-feira (29/04), mais uma edição do projeto Concertos UFG, com a apresentação do Piano Trio, formado por Luciano Pontes (violino), Emerson Nazario (violoncelo) e Ana Flávia Frazão (piano). O concerto acontece às 20h, no Teatro do CCUFG, com entrada gratuita.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Antes da apresentação, às 19h30, o público poderá participar de uma palestra conduzida por Gyovana Carneiro, que abordará os compositores e as obras do programa, em uma proposta de formação de plateia e aproximação entre artistas e ouvintes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O repertório reúne três universos musicais distintos: o classicismo de Joseph Haydn, a expressividade da música brasileira de César Guerra-Peixe e a intensidade do argentino Astor Piazzolla.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Concertos UFG é um projeto dedicado à difusão da música de concerto e à formação de público, promovendo apresentações comentadas que ampliam a experiência de escuta e aproximam o público do repertório e de seus contextos históricos e estéticos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A coordenação geral é de Gyovana Carneiro e a direção artística de Ana Flávia Frazão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/35135112.png" alt="JOAOAO" width="243" height="243" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class="body"&gt;
&lt;div&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="2865" data-end="3061"&gt;&lt;strong&gt;João Bastos é estudante de Relações Públicas na Universidade Federal de Goiás e estagiário de comunicação no Centro Cultural UFG. Atua com produção de conteúdo e cobertura de eventos culturais.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p class="categories"&gt;&lt;span class="categories-label"&gt;Categorias:&lt;/span&gt;&lt;a class="weby-label default" href="/news?tags=Festival+da+M%C3%BAsica"&gt;Festival da Música&lt;/a&gt;&lt;a class="weby-label default" href="/news?tags=CCUFG"&gt;CCUFG&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 28 Apr 2026 13:31:18 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/200519-concertos-ufg-recebe-piano-trio-com-obras-de-haydn-guerra-peixe-e-piazzolla</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Festival Internacional de Música Instrumental reúne artistas nacionais e internacionais no CCUFG</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="123255" title="123255" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/_morrifazendoarte_NicolasKrassik18.jpg?1776878519" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Evento gratuito convida o público a uma imersão sensível na diversidade da música instrumental.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;Por: João Bastos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p data-start="449" data-end="799"&gt;Entre os dias 22 e 24 de abril, o Centro Cultural UFG abre suas portas para uma experiência dedicada à escuta, à diversidade e ao encontro entre culturas. O Festival Internacional de Música Instrumental - Plant Festival reúne artistas do Brasil e do exterior em uma programação gratuita, sempre a partir das 19h, no Teatro do CCUFG.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="801" data-end="1158"&gt;Mais do que uma sequência de apresentações, o festival propõe um percurso pela riqueza da música instrumental, transitando por gêneros como choro, samba, baião, maracatu e maxixe, em diálogo com o jazz. Ao explorar essas sonoridades, o evento evidencia a pluralidade da música brasileira e sua capacidade de se reinventar a partir de diferentes influências.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1160" data-end="1446"&gt;Um dos destaques da programação é o violinista Nicolas Krassik, que se apresenta na noite de abertura. Com uma trajetória profundamente conectada ao Brasil, o músico construiu sua identidade artística a partir do encontro com diferentes tradições musicais do país.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1160" data-end="1446"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/_morrifazendoarte_NicolasKrassik4.jpg" alt="Foto Nicolas Krassik performando " width="540" height="360" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="1160" data-end="1446"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto: Victor Paris&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1448" data-end="1956"&gt;Em entrevista ao CCUFG, Nicolas Krassik, afirma que o interesse pela música brasileira começou ainda na França, em encontros informais que despertaram sua curiosidade. “Conheci a música brasileira há mais de 30 anos e me apaixonei. Eram festas que aconteciam em Paris. Depois de um tempo, resolvi conhecer o Brasil de perto e me apaixonei em dobro”, conta. Segundo o artista, a decisão de permanecer no país foi impulsionada tanto pela música quanto pela experiência de vida: “No início, só vim para pesquisar e estudar, mas não consegui voltar para a França”.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1958" data-end="2239"&gt;Esse envolvimento se aprofundou rapidamente. Ao receber convites de nomes como Beth Carvalho e Marisa Monte, Krassik percebeu novas possibilidades para o seu instrumento. “Percebi que o violino podia entrar nesse universo, e isso se tornou meu objetivo e minha identidade”, afirma.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2241" data-end="2581"&gt;Entre as diversas influências que atravessam sua trajetória, o forró ocupa um lugar central. Presente desde os primeiros contatos com a música brasileira, o gênero ganhou ainda mais força ao longo de sua carreira. “Sempre misturei choro, samba, forró, MPB... Mas o forró ganhou destaque maior quando criei minha banda Cordestinos”, explica.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2583" data-end="2960"&gt;Na construção dessa sonoridade, o artista também dialoga com tradições populares brasileiras. Inspirado por mestres da rabeca, como Luiz Paixão, Krassik incorporou elementos como fraseado, articulação e balanço ao seu estilo. Ao mesmo tempo, destaca a influência da sanfona: “Acredito que fui muito influenciado pela sanfona brasileira, por mestres como Dominguinhos e Sivuca”.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2962" data-end="3283"&gt;Sua formação na música clássica e no jazz também se faz presente, mas de maneira orgânica. “Não penso nessa construção de forma consciente. É a minha bagagem. As coisas acontecem naturalmente, sempre com a ajuda dos músicos com quem eu toco”, afirma, destacando o papel do diálogo na construção de repertórios e arranjos.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="3285" data-end="3665"&gt;Ao longo de sua trajetória no Brasil, o violinista acumulou encontros marcantes com grandes nomes da música. “Ter conhecido João Bosco, Beth Carvalho e Gilberto Gil, e ter tocado com eles, foram pontos muito altos da minha vida musical”, relembra. Ele também destaca parcerias com músicos como Hamilton de Holanda, Yamandu Costa e Carlos Malta como fundamentais para sua formação.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="3667" data-end="4000"&gt;No palco, a relação com o público é parte essencial da experiência musical. “Sempre gostei dessa comunicação, ela é essencial para mim. Presto muita atenção nas reações, observo do palco. Sem essa troca, fica muito difícil”, afirma. Para o músico, o público brasileiro se destaca pelo envolvimento: “É muito comunicativo e caloroso”.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="4002" data-end="4229"&gt;Com passagens anteriores por Goiânia, Krassik demonstra expectativa positiva para o reencontro com o público local. “Já toquei no festival de jazz de Goiânia e foi maravilhoso. Tenho certeza de que não será diferente”, comenta.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="4231" data-end="4491"&gt;Ao refletir sobre a música instrumental, o artista destaca sua potência expressiva. “Acredito que ela dá ao público a oportunidade de fazer sua própria interpretação, sem a mediação de palavras. A música pode ir para várias direções, com muita liberdade”, diz.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="4493" data-end="4758"&gt;Para a apresentação no CCUFG, a proposta é justamente transitar entre escuta e movimento. “Quero que o público perceba que o forró pode estar nesse lugar de escuta atenta e valorização, mas também que sinta &lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;vontade&lt;/span&gt; de levantar e dançar — e que faça isso”, completa.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2590" data-end="2863"&gt;A programação tem início na quarta-feira (22/04), com Bruno Rejan Quarteto e Nicolas Krassik. Na quinta-feira (23/04), apresentam-se Matheus Guerra Quarteto e Trio Meyer Ferreira. O encerramento, na sexta-feira (24/04), fica por conta de Larissa Ramos e Amilton Godoy Trio.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2865" data-end="3061"&gt;O festival reafirma o compromisso do CCUFG com a difusão cultural e o incentivo ao intercâmbio artístico. O projeto conta com apoio do Programa Goyazes de Incentivo à Cultura, do Governo de Goiás.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2865" data-end="3061"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2865" data-end="3061"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2865" data-end="3061"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2865" data-end="3061"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/imagem_cortada_circular.png" alt="imagem para indicar autoria das reportagens do site" width="182" height="183" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;" data-start="2865" data-end="3061"&gt;&lt;strong&gt;João Bastos é estudante de Relações Públicas na Universidade Federal de Goiás e estagiário de comunicação no Centro Cultural UFG. Atua com produção de conteúdo e cobertura de eventos culturais.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 22 Apr 2026 12:50:36 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/200340-festival-internacional-de-musica-instrumental-reune-artistas-nacionais-e-internacionais-no-ccufg</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Centro Cultural UFG receberá apresentações da mostra “Dança Negra Contemporânea”</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Card de lançamento Mostra Dança Negra Contemporânea" title="Card de lançamento Mostra Dança Negra Contemporânea" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/CARD_01_-_LANC%CC%A7AMENTO_.jpg?1775756888" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;O grupo de dança Nômades e a Associação Cultural Criativa reúnem 3 apresentações que compõem o fio condutor da Mostra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #808080;"&gt;&lt;em&gt;Por: João Bastos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;O Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (CCUFG) recebe, entre os dias 14 e 16 de abril, a Mostra de Dança Negra, que iniciou dia 07/04, realizada pelo coletivo Nômades Dança e pela Associação Cultural Criativa. O evento reúne atividades formativas e apresentações, promovendo o encontro entre artistas, estudantes e comunidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao longo da programação, serão realizadas oficinas voltadas à dança, com foco na troca de experiências, no compartilhamento de práticas corporais e no fortalecimento de referências ligadas às culturas negras e afro-diaspóricas. As atividades buscam ampliar o acesso à formação artística e incentivar a participação do público em processos criativos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os dias 14, 15 e 16 de abril, no CCUFG, serão apresentados 3 espetáculos de dança contemporânea, com até 1 hora de duração cada, compondo o fio condutor da Mostra. Os espetáculos abordam temas como identidade, memória e resistência, evidenciando a dança como forma de expressão e reflexão social. Ainda, cada companhia ou artista selecionado, oferecerá uma roda de conversa após cada apresentação e um workshop/oficina com a temática ou aspectos que envolvem a construção do espetáculo dentro de  uma perspectiva afrocentrada e de educação antirracista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Mostra de Dança Negra integra as ações do CCUFG voltadas à valorização da diversidade cultural e ao incentivo à produção artística. A iniciativa também contribui para o fortalecimento de coletivos e artistas independentes, ampliando o acesso à cultura em Goiânia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Programação:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;14 DE ABRIL DE 2026 - 20H&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Artistas Homenageadas - Maria Zita Ferreira e Cristiane Santos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Espetáculo - &lt;strong&gt;Trama&lt;/strong&gt; - 45min&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image"&gt;&lt;img style="width: 333px; height: 222px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SECULT_ESPETACULO_TRAMA_DO_NOMADES_GRUPO_DE-DANCA_POR_ANDRESA_MORENO.JPEG-1536x1024-1.jpg" alt="tramasss" width="1536" height="1024" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Nômades grupo de dança no espetáculo Tramas&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt;Nômades Grupo de Dança&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Classificação Indicativa 10 Anos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ingresso Solidário - Doe 1kg de Alimento&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;15 DE ABRIL DE 2026 - 20H&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Artistas Homenageados - Luciana Caetano e Wanderley Cavalcante&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Espetáculo &lt;strong&gt;Adobe&lt;/strong&gt; - 50min&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image"&gt;&lt;img style="width: 339px; height: 226px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/adobe-scaled.jpeg" alt="Luciana Caetano" width="1920" height="1280" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Luciana Caetano em Adobe&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt;Solo Grupo de Dança&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Classificação Indicativa Livre&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ingresso Solidário - Doe 1kg de Alimento&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;16 DE ABRIL DE 2026 - 20H&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;Artistas Homenageados: Renata Kabilaewatala, Ana Maria Veiga Alencastro (Sinhá) e William Bernardes&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;Espetáculo&lt;strong&gt; Por Cima do Mar eu Vim&lt;/strong&gt; - 50min&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image"&gt;&lt;img style="width: 330px; height: 220px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/Por-Cima-do-Mar-Eu-Vim_0110_LayzaVasconcelos_LVC_8515_2024-05-23-09-07-02.jpg" alt="Layza" width="1920" height="1281" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Por cima do mar eu vim. Foto: Layza Vasconcelos&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;Núcleo Coletivo 22&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Classificação Indicativa Livre&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ingresso Solidário - Doe 1kg de Alimento&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;FICHA TÉCNICA – DANÇA NEGRA CONTEMPORÂNEA – MOSTRA ARTÍSTICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Direção e Coordenação Geral: William Bernardes&lt;br /&gt;Produção Geral: Aline Isabel&lt;br /&gt;Curadoria: Dinekelle Lemes&lt;br /&gt;Design Gráfico: Douglas Jacinto&lt;br /&gt;Assessoria de Comunicação: Amanda Costa - Amora Comunicação&lt;br /&gt;Fotografia e Social Mídia: Gustavo Elias&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/imagem_cortada_circular.png" alt="imagem para indicar autoria das reportagens do site" width="161" height="162" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;João Bastos é estudante de Relações Públicas na Universidade Federal de Goiás e estagiário de comunicação no Centro Cultural UFG. Atua com produção de conteúdo e cobertura de eventos culturais.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 07 Apr 2026 15:20:15 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/199976-centro-cultural-ufg-recebera-apresentacoes-da-mostra-danca-negra-contemporanea</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Agbês em Cortejo faz do 8 de março um território de som, luta e encontro no CCUFG</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="banbdanaa" title="banbdanaa" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/IMG_4639.JPG?1774443863" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Realizado no Dia Internacional das Mulheres, o evento Agbês em Cortejo, engajou o público com pautas sobre enfrentamento à violência de gênero e práticas de autocuidado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;Texto por: Lucas Lustosa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p data-start="115" data-end="531"&gt;No último dia 8 de março de 2026, o Centro Cultural UFG foi tomado por sons, movimentos e encontros durante a realização do evento &lt;em data-start="246" data-end="264"&gt;Agbês em Cortejo&lt;/em&gt;, conduzido pela maestrina, arte-educadora e percussionista Giovanna Paglia. A atividade integrou a programação do Dia Internacional das Mulheres e reuniu participantes em uma experiência coletiva marcada pela diversidade de presenças e pela construção compartilhada.&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image align-center"&gt;&lt;img style="width: 728px; height: 485px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/IMG_4119.JPG" alt="agbeeeA" width="1905" height="1270" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Giovanna Paglia em Toques de Agbê. Foto: João Lúcio Mariano&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p data-start="115" data-end="531"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="533" data-end="861"&gt;Realizado pelo Centro Cultural UFG (CCUFG), em parceria com o Coletivo Aruá e o Quilombo Cultural Orum Ayiê, o evento contou com patrocínio da Fundação de Apoio à Pesquisa (FUNAPE) e do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (Sint-IFESGO).&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="863" data-end="1315"&gt;A programação teve início às 17h com uma oficina aberta ao público, na qual Giovanna Paglia apresentou o agbê como instrumento central de uma vivência musical que atravessa diferentes tradições culturais. Reconhecido por sua presença marcante nas culturas afro-brasileiras, o agbê foi explorado a partir de suas dimensões técnicas, simbólicas e históricas, permitindo às/aos participantes uma imersão nos saberes que envolvem sua construção e execução.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1317" data-end="1836"&gt;Com trajetória consolidada na cena percussiva brasileira, Paglia compartilhou seu método de ensino desenvolvido ao longo de quase sete anos à frente da iniciativa Agbelas. A abordagem proposta articula práticas pedagógicas contemporâneas com a valorização de saberes tradicionais, promovendo um ambiente acessível, sensível e coletivo de aprendizagem. Durante a oficina, além da experimentação sonora, foram discutidos os contextos culturais do instrumento e seu papel na formação de vínculos e expressões comunitárias.&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image align-center"&gt;&lt;img style="width: 672px; height: 448px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/IMG_4639.JPG" alt="banbdanaa" width="1905" height="1270" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto: Lucas Lustosa&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p data-start="1317" data-end="1836"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1838" data-end="2120"&gt;O encontro reuniu mulheres de diferentes trajetórias, idades e contextos, além da participação de homens que se somaram à atividade, fortalecendo a dimensão plural e colaborativa da proposta. A diversidade do público contribuiu para um espaço de troca, escuta e construção conjunta.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2122" data-end="2534"&gt;Ao final da atividade formativa, o público foi convidado a integrar um cortejo que ocupou os espaços do Centro Cultural UFG, em diálogo com o corpo percussivo do bloco afro Tambores do Orum, ligado ao Quilombo Cultural Orum Ayiê. O cortejo se configurou como um momento de celebração e também de manifestação, trazendo à tona pautas relacionadas à violência de gênero, aos direitos das mulheres e ao autocuidado.&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image align-center"&gt;&lt;img style="width: 542px; height: 361px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/IMG_4568.JPG" alt="orummm" width="1905" height="1270" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Momento do Cortejo. Foto: Lucas Lustosa&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p data-start="2122" data-end="2534"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2536" data-end="2920"&gt;A ação reforçou o caráter coletivo e engajado da iniciativa, evidenciando a potência da arte como ferramenta de mobilização social e convivência. Ao reunir coletivos, instituições e diferentes sujeitos em torno da música e da experiência compartilhada, o evento contribuiu para o fortalecimento de redes culturais e para a ampliação do acesso a práticas artísticas no estado de Goiás.&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image align-center"&gt;&lt;img style="width: 584px; height: 389px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/IMG_4620_%281%29.JPG" alt="todoosagbe" width="1905" height="1270" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Desfecho do cortejo. Foto: João Lúcio Mariano&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p data-start="2536" data-end="2920"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2922" data-end="3238" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt;Ao promover o encontro entre diferentes agentes culturais e institucionais, o &lt;em data-start="3000" data-end="3018"&gt;Agbês em Cortejo&lt;/em&gt; reafirma o compromisso do Centro Cultural UFG e de suas parcerias com a democratização do acesso à cultura e o incentivo a práticas artísticas voltadas à construção de espaços mais diversos, inclusivos e participativos.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 25 Mar 2026 10:14:28 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/199621-agbes-em-cortejo-faz-do-8-de-marco-um-territorio-de-som-luta-e-encontro-no-ccufg</link>
      <guid>https://centrocultural.ufg.br/n/199621-agbes-em-cortejo-faz-do-8-de-marco-um-territorio-de-som-luta-e-encontro-no-ccufg</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Edital PROEC Nº 09/2026 - 3º Colecionart - Feira de Artes do CCUFG</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="8885558" title="8885558" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/3%C2%AA.png?1774383864" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Credenciamento gratuito seleciona até 30 expositores para feira de artes no Centro Cultural UFG, com inscrições abertas de 25 de março a 15 de abril de 2026.&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p data-start="0" data-end="205"&gt;A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFG (PROEC) torna público o edital PROEC nº 09/2026, referente à chamada pública de credenciamento para participação na 3ª Colecionart – Feira de Artes do CCUFG.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="207" data-end="677"&gt;A iniciativa tem como objetivo selecionar propostas de artistas, coletivos, estudantes de artes e demais interessados em expor e comercializar produtos artísticos no evento, que será realizado no dia 9 de maio de 2026, das 14h às 21h, no pátio do Centro Cultural UFG. A ação busca fortalecer a valorização da produção artística local, promover o intercâmbio entre saberes acadêmicos e populares e ampliar os espaços de circulação cultural dentro da universidade.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="679" data-end="856"&gt;Serão selecionados até 30 expositores, e não haverá cobrança de taxa de inscrição, sendo permitida a comercialização dos produtos sem participação financeira da organização.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="858" data-end="1023"&gt;As inscrições são gratuitas e deverão ser realizadas entre os dias 25 de março e 15 de abril de 2026 (até às 17h), exclusivamente por meio da &lt;a href="https://web.ufg.br/plateia-editais/#/edital/-edital-proec-n-092026---chamada-publica-de-credenciamento-para-o-evento-3-colecionart-feira-de-artes-do-ccufg"&gt;Plataforma Plateia&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1028" data-end="1054"&gt;Edital: &lt;a href="https://drive.google.com/file/d/1Cjj_LpiOCqhFx1Eb6sOJIJL70q0pJsBP/view"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1056" data-end="1344" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt;&lt;strong&gt;Inscrições:&lt;/strong&gt; 25/03 a 15/04 (17h)&lt;br data-start="1091" data-end="1094" /&gt;&lt;strong&gt;Homologação preliminar: &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/HOMOLOGA%C3%87%C3%83O_COLECIONART.pdf"&gt;Clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br data-start="1133" data-end="1136" /&gt;&lt;strong&gt;Recurso (homologação):&lt;/strong&gt; 20/04 (17h) &lt;br data-start="1174" data-end="1177" data-is-only-node="" /&gt;&lt;strong&gt;Homologação final:&lt;/strong&gt; &lt;a href="https://drive.google.com/file/d/1B_EZnsAksuDbSvMnUAqMj-UhvLGrhZUX/view?usp=sharing"&gt;Clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;br data-start="1211" data-end="1214" /&gt;&lt;strong&gt;Avaliação:&lt;/strong&gt; 23/04 a 24/04&lt;br data-start="1242" data-end="1245" /&gt;&lt;strong&gt;Resultado preliminar:&lt;/strong&gt; &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SEI_6151901_Resultado.pdf"&gt;Clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;br data-start="1282" data-end="1285" /&gt;&lt;strong&gt;Recurso:&lt;/strong&gt; 29/04 (17h)&lt;br data-start="1309" data-end="1312" /&gt;&lt;strong&gt;Resultado final: &lt;/strong&gt;&lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SEI_6165970_Resultado.pdf"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 24 Mar 2026 17:12:19 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/199599-edital-proec-n-09-2026-3-colecionart-feira-de-artes-do-ccufg</link>
      <guid>https://centrocultural.ufg.br/n/199599-edital-proec-n-09-2026-3-colecionart-feira-de-artes-do-ccufg</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Edital PROEC Nº 06/2026 - Galerias do CCUFG</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="galeria2" title="galeria2" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/galeria2.jpeg?1582742412" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;PROEC abre inscrições para a ocupação das Galerias do CCUFG para o segundo semestre de 2026&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/galeria22.jpeg" alt="galeria2." width="893" height="595" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura UFG torna público o edital PROEC n°06/2026, para seleção de propostas artísticas para ocupação das galerias do Centro Cultural UFG no segundo semestre de 2026.   &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A presente Chamada Pública, visando à divulgação da cultura e a democratização das produções artísticas ao nível local, regional, nacional e internacional, tem por objeto selecionar artistas e coletivos artísticos interessados em integrar o calendário de exposições de Artes Visuais das Galerias 1, 2 e Galeria de Vidro do CCUFG, previstas para acontecerem na segunda metade de 2026.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As inscrições das propostas serão gratuitas e ocorrerão no período de 24/03/2026 a 15/04/2026 até às 17h, por meio da plataforma&lt;a href="https://web.ufg.br/plateia-editais/#/edital/edital-proec-n-062026-edital-de-selecao-de-propostas-artisticas-para-ocupacao-dos-espacos-expositivos-do-centro-cultural-ufg---2026"&gt; Plateia&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Edital: &lt;a href="https://drive.google.com/file/d/14_xeM2rL28FoykESrj0LQpV3iNct4JyF/view"&gt;Clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inscrições: 25/03 a 15/04 (17h)&lt;br /&gt;Homologação preliminar: &lt;a href="https://drive.google.com/file/d/10t0HAo8SqrPBl_8Lh4DXZU08TavhPa9B/view?usp=sharing"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Recurso (homologação): 24/04 (17h)&lt;br /&gt;Homologação final: &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SEI_6151369_Homologacao_das_Inscricoes_%281%29.pdf"&gt;Clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Avaliação: 29/04 a 04/05&lt;br /&gt;Resultado preliminar: &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SEI_6166001_Resultado_preliminar_galeria.pdf"&gt;Clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Recurso: 06/05 (17h)&lt;br /&gt;Resultado final: &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SEI_6184473_Resultado.pdf"&gt;Clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 23 Mar 2026 17:26:44 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/199550-edital-proec-n-06-2026-galerias-do-ccufg</link>
      <guid>https://centrocultural.ufg.br/n/199550-edital-proec-n-06-2026-galerias-do-ccufg</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Eu Vou Cuidar do Seu Jardim: pintura, memória e cultivo como gesto de continuidade</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Eu Vou Cuidar do Seu Jardim" title="Eu Vou Cuidar do Seu Jardim" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/Jardim_4.jpg?1770038462" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Na Galeria de Vidro do Centro Cultural UFG, &lt;span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"&gt;&lt;span class="whitespace-normal"&gt;Emilliano Freitas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; transforma arquivos familiares em pintura e propõe o cuidado como elo intergeracional&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #808080;"&gt;Texto por: Lucas Lustosa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;div class="text-base my-auto mx-auto [--thread-content-margin:--spacing(4)] @w-sm/main:[--thread-content-margin:--spacing(6)] @w-lg/main:[--thread-content-margin:--spacing(16)] px-(--thread-content-margin)"&gt;
&lt;div class="[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn" tabindex="-1"&gt;
&lt;div class="flex max-w-full flex-col grow"&gt;
&lt;div data-message-author-role="assistant" data-message-id="44c20943-ffdf-4775-9b01-3d37b49892db" dir="auto" data-message-model-slug="gpt-5-2" class="min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal [.text-message+&amp;amp;]:mt-1"&gt;
&lt;div class="flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden first:pt-[1px]"&gt;
&lt;div class="markdown prose dark:prose-invert w-full wrap-break-word light markdown-new-styling"&gt;
&lt;p data-start="0" data-end="424"&gt;Entre memória, cultivo e permanência, a exposição &lt;em data-start="50" data-end="79"&gt;Eu Vou Cuidar do Seu Jardim&lt;/em&gt; transforma a Galeria de Vidro do Centro Cultural UFG em um espaço de atravessamento entre o íntimo e o coletivo. Em cartaz até 27 de fevereiro de 2026, a mostra individual de &lt;span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"&gt;&lt;span class="whitespace-normal"&gt;Emilliano Freitas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; reúne 19 pinturas realizadas com esmalte de unha sobre papel, desdobrando a série &lt;em data-start="375" data-end="421"&gt;Cultivar jardins como quem mantém a mãe viva&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="426" data-end="823"&gt;Com curadoria de &lt;span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"&gt;&lt;span class="whitespace-normal"&gt;Mariane Beline&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, a exposição parte de filmagens em VHS realizadas em 1998 pela mãe do artista, que registrava seu jardim de roseiras no quintal de casa. A partir desse arquivo doméstico, Emilliano constrói uma poética que investiga as camadas do tempo, a dimensão ética do cuidado e as formas de subjetivação produzidas no interior das relações familiares.&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image align-center"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/WhatsApp_Image_2026-02-23_at_16.12.29_%281%29.jpeg" alt="emilliano" width="466" height="478" /&gt;
&lt;figcaption&gt;Artista Visual Emilliano Freitas&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p data-start="426" data-end="823"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="825" data-end="1239"&gt;Ao ressignificar o esmalte de unha — material associado ao universo doméstico e ao trabalho invisibilizado das mulheres de sua família — o artista tensiona questões de gênero, memória e ancestralidade, articulando arquivo e pintura como gestos de continuidade. Entre ruídos, brilhos e sobreposições, suas obras evocam não apenas imagens de um jardim, mas a experiência de sustentar vínculos e reativar presenças.&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image align-center"&gt;&lt;img style="width: 475px; height: 471px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/WhatsApp_Image_2026-02-23_at_16.12.29.jpeg" alt="esmalte" width="1170" height="1159" /&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p data-start="825" data-end="1239"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1241" data-end="1338" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt;É nesse território entre afeto e política, passado e presente, que se insere a conversa a seguir.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="z-0 flex min-h-[46px] justify-start"&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como surgiu a ideia da exposição Eu Vou Cuidar do Seu Jardim e em que momento você percebeu que essa pesquisa deveria se desdobrar em uma mostra individual?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ideia da exposição &lt;em&gt;Eu Vou Cuidar do Seu Jardim&lt;/em&gt; surgiu a partir de um vídeo em VHS gravado pela minha mãe na década de 1990. Na época, ela tinha aproximadamente a idade que tenho hoje. Esse pequeno registro, em que ela filma suas roseiras no quintal de casa, me fez pensar sobre a sobreposição de tempos entre o passado e o presente, e sobre as formas de cuidado que atravessam gerações. Ali estavam o cuidado comigo e com meu irmão, com a casa, com meus avós, mas também um gesto direcionado a si mesma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao revisitar esse material, comecei a perceber que, por meio daquele vídeo doméstico, uma mulher do interior de Minas Gerais cultivava não apenas plantas, mas também sua própria subjetividade. As primeiras pinturas realizadas a partir desse arquivo surgiram em 2024, como um modo de elaborar essas camadas de memória, afeto e trabalho cotidiano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A decisão de transformar essa pesquisa em uma mostra individual veio no momento em que percebi que as pinturas, quando reunidas, estabeleciam entre si um campo de relações que ampliava o sentido de cada obra isoladamente. A exposição se tornou, então, uma forma de compreender como esses trabalhos dialogam, tensionam e aprofundam a investigação sobre tempo, cuidado e cultivo.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O título carrega um gesto de promessa e continuidade. O que significa, para você, “cuidar” desse jardim no contexto da exposição?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O título vem da canção “Eu Vou Cuidar de Você”, gravada pelos Titãs no álbum Acústico MTV Titãs, de 1997. Meu irmão tinha esse CD em casa e nós ouvíamos essa música com frequência. Há algo que me atravessa quando penso que, em 1998, enquanto minha mãe filmava suas roseiras em VHS, essa canção também fazia parte do nosso cotidiano. São camadas de memória que se sobrepõem: o som, a imagem, o quintal, a infância. Anos depois, entre 2005 e 2007, reencontrei a frase “eu vou cuidar do seu jardim” projetada no cenário do espetáculo “Por Elise”, do Grupo Espanca!. A frase voltou como imagem deslocada da canção, mas ainda carregando uma dimensão de afeto e responsabilidade. Esse cuidar do jardim, no contexto da exposição, trata-se de um gesto ético, de manter algo vivo, mesmo quando ele já pertence ao passado. É revisitar o arquivo da minha mãe sem transformá-lo em relíquia, mas ativá-lo como matéria presente. É reconhecer no gesto dela uma forma de trabalho invisível, cotidiano, e dar continuidade a ele por meio da pintura, assumindo a a responsabilidade por essas imagens e por essa memória. Não como quem preserva algo intacto, mas como quem cultiva, aceita as transformações, lida com as perdas e entende que todo jardim exige presença, repetição e escuta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse cuidar também se desdobra como um gesto poético de alteridade. Ao olhar para minha mãe cuidando das plantas enquanto cuidava dos filhos, percebo que o jardim era também uma extensão desse cuidado. Pensar esse gesto hoje é perguntar como continuamos a cuidar uns dos outros, em que condições e com quais ferramentas simbólicas. Cuidar é sustentar vínculos, é dedicar tempo ao que não produz resultados imediatos, é reconhecer a fragilidade como parte da experiência. O cuidado, então, deixa de ser apenas memória e passa a ser posicionamento.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A série parte de filmagens em VHS realizadas por sua mãe em 1998. Como foi o processo de reencontro com esse arquivo e sua transposição para a pintura?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O reencontro com esse arquivo foi uma surpresa. Eu me lembrava das outras imagens registradas na fita, sobretudo as que documentavam celebrações coletivas, cenas que ocuparam um lugar mais evidente na memória. As imagens do jardim, no entanto, eu não recordava, talvez porque fossem espaço íntimo, diferente da dimensão pública das festas. Ao assistir novamente à fita, percebi que aquelas flores tinham permanecido à margem da minha lembrança, como se também ocupassem um lugar lateral na narrativa familiar. Esse deslocamento me interessou. Havia ali um tempo outro, mais lento, menos performático, que contrastava com a lógica da celebração. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A transposição para a pintura exigiu um processo extenso de pesquisa.Foi necessário compreender o próprio estado material do vídeo, já que a fitaa VHS já carregava uma pátina do tempo, com ruídos, variações de cor e pequenas falhas provocadas pelo desgaste. A digitalização para DVD não eliminou essas marcas; ao contrário, evidenciou certas camadas de deterioração. Passei a observar como essas interferências afetavam a imagem, como alteravam a paleta e produziam zonas de indefinição.  A partir daí, o desafio foi pensar como essas características poderiam se tornar linguagem pictórica. Não se tratava de corrigir a imagem, mas de entender suas distorções como parte da composição. &lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A mostra reúne 19 obras realizadas com esmalte de unha sobre papel. Como se organiza seu processo de criação — da seleção das imagens até a construção das camadas de tinta?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes de selecionar uma imagem, ou um conjunto de imagens, eu revejo o vídeo diversas vezes e vou capturando os frames que me interessam. A partir do frame escolhido, começo a definir a paleta, os enquadramentos, os cortes e as aproximações. Esse estudo é fundamental para reforçar o diálogo entre o suporte analógico do VHS, a memória e a pintura. Também é nessa etapa que se decide a dimensão da obra, pois o enquadramento e a escala influenciam diretamente na presença física da imagem no papel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois disso, faço a transferência da imagem para o papel e inicio o estudo das cores. Trabalho sempre das tonalidades mais claras, como brancos e cinzas, até chegar aos verdes mais escuros. Cada cor costuma receber entre cinco e seis camadas de esmalte, e o acúmulo cria profundidade, densidade e pequenas variações de brilho, que dialogam com a instabilidade cromática do vídeo. O esmalte de unha, por suas características próprias, impõe um ritmo próprio ao trabalho, como o tempo de secagem, a sobreposição de camadas, um  processo lento e repetitivo, que também se aproxima da ideia de cultivo que atravessa a exposição. Não me interessa reproduzir fielmente o vídeo. O que busco é traduzir suas atmosferas, seus silêncios e suas falhas em matéria pictórica, permitindo que a pintura carregue tanto a imagem original quanto as marcas do tempo e do gesto presente.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O uso do esmalte de unha ativa dimensões domésticas, afetivas e também políticas. De que forma essa escolha material tensiona questões de gênero, memória e ancestralidade?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O uso do esmalte de unha atravessa minha história pessoal. Minha mãe é manicure e eu cresci convivendo com esse material, com o cheiro, as cores organizadas em caixas, os gestos repetidos do fazer. Ao mesmo tempo, era um universo que, de certo modo, me era interditado. O esmalte estava associado ao feminino, às mulheres da casa, e não a mim. Ao escolher esse material para pintar, aciono essa memória e a reinscrevo no presente. Há também um deslocamento simbólico nesse gesto. Sendo homem, utilizar o esmalte como meio pictórico é uma forma de tensionar as fronteiras de gênero que marcaram minha formação. Resgatar esse material é reconhecer o trabalho da minha mãe, historicamente situado no campo do cuidado e muitas vezes invisibilizado, e trazê-lo para o espaço expositivo como linguagem. O que antes era visto como restrito a um universo feminino se transforma em ferramenta de construção de imagem, memória e continuidade.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A exposição acontece na Galeria de Vidro do CCUFG, um espaço marcado pela transparência e pela relação com a cidade. Como você pensou a montagem em diálogo com essa arquitetura?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora a Galeria de Vidro do Centro Cultural UFG seja caracterizada pela transparência, não vejo essa condição como uma abertura direta para a cidade. O espaço é relativamente fechado em si. O vidro estabelece sobretudo uma relação com a galeria do térreo, ainda que de maneira discreta. Pensamos a montagem a partir do percurso: o visitante sobe a escada e se depara com um ambiente que muitos ainda não conhecem. Nesse sentido, o vidro funciona quase como uma vitrine, antecipando a experiência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, trata-se de um espaço com muitas interferências arquitetônicas, como tomadas aparentes, ar-condicionado, excesso de luminárias no teto e um pé-direito baixo. O diálogo com a arquitetura partiu do desejo de diminuir esses ruídos visuais. A decisão de pintar apenas uma parede de rosa criou um ponto de profundidade e reorganizou a percepção do ambiente. As pinturas, com fundo branco e molduras brancas sobre paredes também brancas, parecem flutuar. Essa estratégia buscou suavizar as interferências, produzir uma atmosfera mais contínua e permitir que o trabalho respirasse dentro das limitações do espaço.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como foi o processo de interlocução com a curadora Mariane Beline na definição do recorte, da expografia e da narrativa da mostra?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O processo de interlocução com Mariane Beline foi decisivo para amadurecer o recorte e a forma da exposição. Desde o início, conversamos sobre como organizar as pinturas de modo que o conjunto produzisse um campo de relações, evitando uma leitura literal do arquivo. A definição do recorte e da expografia surgiu desse diálogo, pensando ritmo, respiros, aproximações e a experiência do visitante no espaço.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O texto que Mariane escreve para a mostra é uma leitura sensível da pesquisa. Ele não explica as obras, mas cria uma camada de reflexão que amplia suas questões, especialmente em torno de memória, cuidado e tempo. Essa troca foi importante para transformar uma investigação íntima em uma narrativa expositiva consistente, sem perder a delicadeza que sustenta o trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que você espera que o público experimente ao percorrer a exposição — especialmente diante das relações entre memória familiar, cuidado e construção das subjetividades no presente?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;Espero que o público possa desacelerar ao percorrer a exposição, permitindo-se estar diante das imagens sem a expectativa de uma narrativa fechada. Que as pinturas ativem memórias próprias, mesmo que não sejam as minhas, e que o gesto de cuidado que atravessa o trabalho seja percebido como algo compartilhável. Ao lidar com a memória familiar, não busco uma história particular, mas uma experiência comum: a de ter sido cuidado e de, em algum momento, precisar transformar esse cuidado em gesto presente&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;--&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="0" data-end="371"&gt;A exposição &lt;em&gt;Eu Vou Cuidar do Seu Jardim&lt;/em&gt; pode ser visitada na Galeria de Vidro do Centro Cultural UFG até o dia 27 de fevereiro de 2026, com entrada gratuita. Após a conversa com Emilliano Freitas, o público é convidado a experimentar presencialmente as 19 pinturas que articulam arquivo, memória e cuidado como gesto ético e poético de continuidade.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="373" data-end="662" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt;Em sua última semana em cartaz, a mostra se apresenta como oportunidade de desacelerar e percorrer, com atenção, uma pesquisa que transforma imagens familiares em campo de reflexão coletiva. A visita é gratuita — um convite aberto para cultivar, também, nossos próprios jardins de memória.&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 23 Feb 2026 16:15:19 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/198694-eu-vou-cuidar-do-seu-jardim-pintura-memoria-e-cultivo-como-gesto-de-continuidade</link>
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      <title>EDITAL PROEC Nº 01/2026 </title>
      <description>&lt;img width="200" alt="edital sala dança" title="edital sala dança" src="http://centrocultural.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/Inscri%C3%A7%C3%B5es_Abertas_%281%29.png?1769799422" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O Centro Cultural UFG, por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Goiás (PROEC/UFG), anuncia o Edital PROEC 01/2026 - Ocupação da sala de dança do CCUFG no primeiro semestre de 2026.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Serão aprovadas até 10 propostas. As atividades deverão ocorrer de 18 agosto a 28 novembro de 2025, nos turnos matutino (8h às 12h) ou vespertino (14h às 17h), de segunda a sexta-feira.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Inscrições: &lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela plataforma &lt;a href="https://web.ufg.br/plateia-editais/#/edital/edital-proec-n-012026-para-ocupacao-de-pautas-da-sala-de-danca-do-centro-cultural-ufg"&gt;&lt;em&gt;Plateia Editais&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Edital completo: &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SEI_5939348_Edital_48.pdf"&gt;aqui.&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Homologação preliminar das inscrições: &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SEI_5991719_Homologacao_das_Inscricoes.pdf"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Homologação final das inscrições: &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SEI_5991860_Homologacao_das_Inscricoes.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resultado preliminar: &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SEI_6007980_Resultado.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resultado final: &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/875/o/SEI_6019239_Resultado.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Centro Cultural UFG / PROEC&lt;br /&gt;Universidade Federal de Goiás&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 30 Jan 2026 16:01:05 -0300</pubDate>
      <link>https://centrocultural.ufg.br/n/198176-edital-proec-n-01-2026</link>
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