Weby shortcut
Youtubeplay
  • Ver todas
  • .

    O Olhar Vertical, Tuca Reinés

    27 Março a 30 Junho


     O Olhar Vertical, Tuca Reinés

    (coleção Santander)

    Texto curatorial, por Agnaldo Farias

     

    Nosso olhar, como nosso corpo, está submetido à gravidade. Ela limita e condiciona nossa experiência, aderindo-nos ao chão que pisamos de tal modo que um simples muro torna-se um obstáculo intransponível; uma parede de edifícios, um fator de achatamento do céu; e mesmo a majestosa e inteiriça linha de horizonte que delimita o mar ou uma planície reduz-se a um produto da tímida distância que cobre o intervalo que vai dos nossos olhos aos pés. Por tudo isso é fácil entender o gosto remoto, ancestral, de atingir os picos das montanhas. O inexcedível prazer de ver de cima. O inexcedível poder de ver de cima. Uma sensação renovada a cada torre ou prédio em que subimos até um andar alto ou, melhor ainda, ao topo, com o vento forte no rosto e a atmosfera frenética da cidade reduzida a sussurros vagos e indiscerníveis. No fundo, uma excitação similar a de um gajeiro: o marinheiro encarapitado na gávea, a cesta instalada no alto da linha vertical dos mastros, o minúsculo compartimento flutuante de onde se vê mais longe, de onde se antecipa o que está por vir.

    Tuca Reinés, fotógrafo e arquiteto, como Le Corbusier – o mestre que lhe ensinou a importância do domínio de novas técnicas (“As técnicas ampliaram o campo da poesia”), um dos pioneiros a celebrar o avião como desencadeador de uma revolução do olhar –, percorreu do alto algumas das principais metrópoles e cidades médias brasileiras. Mas nosso artista não fez isso através de aviões, com suas rotas preestabelecidas, automáticas, imutáveis, com todo encanto tornado monótono pela janela pequena e embaçada separando-nos drasticamente do mundo lá fora. Tuca Reinés voou de helicóptero, o que lhe permitiu decidir as rotas a serem cumpridas, guiando-o em busca das características mais incomuns dos aglomerados urbanos visitados, percebendo-lhes as belezas, os contrastes, as delícias e as misérias sob ângulos imprevistos, produto de seu olhar, a um só tempo sensível e crítico.

    Flutuando numa caixa metálica com um barulho ensurdecedor, mas amplamente envidraçada, quase toda transparente, o artista despachava-se para lá e para cá pelo céu das cidades, durante horas, fotografando diagonal e verticalmente, às custas de pedir ao piloto que inclinasse o aparelho, em ímpetos de queda livre.

    Lançando seu olhar através de pontos de vista surpreendentes, Tuca Reinés revelou aspectos cruciais, fascinantes e urgentes das nossas cidades, muito distintos do conhecimento que emerge do rés do chão e que está limitado por ele.

     

    .

     

     

    O Olhar Vertical: Tuca Reinés – fotografias da Coleção Santander Brasil

    Abertura para convidados: 16 de março 2017

    17 de março a 20 de abril de 2017

    CCUFG - Centro Cultural UFG

    Universidade Federal de Goiás

    Av. Universitária, n° 1533, Setor Universitário – Goiânia, GO

    Contato: (62) 3209-6251

    Visitação: Terça a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h

    Entrada gratuita

     

    Leia mais...

  • .

    Olhares Pra Dança

    01 Junho a 31 Agosto

    .

     

    Olhares Pra Dança é um projeto cultural aprovado no edital de Patrimônio Imaterial do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás. Abrange exposição multimídia, site e constituição de acervo.

     

    O projeto propõe apresentar cartografias da cena artística goianiense a partir de grupos e iniciativas que provocam o surgimento das estéticas moderna e contemporânea na dança da capital. Olhares Pra Dança é um convite para adentrar as memórias, afetos e histórias de um contexto que abrange os anos de 1970 à primeira década de 2000.

     

    Para a exposição foram selecionadas 31 imagens. Elas são acompanhadas de textos e áudios com depoimentos de pessoas que possuem relevância no cenário da dança.

     

    Serviço:

    Exposição: Olhares Pra Dança

               

    Abertura: 09 de maio, às 19h

    Período: 09 a 30 de maio de 2017

    Local: Galeria de Arte do Centro Cultural UFG

    Endereço: Av. Universitária, n° 1533, Setor Universitário

    Horário de visitação: Terça a sexta, das 10h às 18h

    Entrada gratuita

     

    .

     

    Para instituições e escolas que desejam conhecer a exposição, o Núcleo de Intercâmbio e Ações Educativas do CCUFG está disponível para agendamentos de visitas. Para os locais que possuem disponibilidade no período matutino, elas ocorrem das 9h30 às 10h30. E no período vespertino, os horários são das 14h30 às 15h30. Sempre de terça à sexta.

     

    Agendamento de visita para instituições

    Dias: A partir de 10 de maio, de terça a sexta

    Horários: das 9h30 às 10h30

    Das 14h30 às 15h30

    Contato: educativaccufg@gmail.com / Fone: (62) 3209-6499

    Leia mais...

  • Ver todos